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Porto Alegre, segunda-feira, 26 de junho de 2017. Atualizado às 23h31.

Jornal do Comércio

Política

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Crise no Planalto

Notícia da edição impressa de 27/06/2017. Alterada em 26/06 às 22h45min

Michel Temer convoca reunião com aliados para traçar estratégia de reação política e jurídica

Com a apresentação da denúncia pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente Michel Temer (PMDB) promoveu reunião no início da noite de ontem no Palácio do Planalto para traçar a estratégia de reação tanto política como jurídica. No gabinete presidencial, o peemedebista reuniu ministros, como Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Grace Mendonça (Advocacia-Geral da União), e líderes da base aliada, como o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o deputado federal André Moura (PSC-SE).
A avaliação foi de que, apesar de o conteúdo da denúncia ter sido dentro do esperado, ela deprecia a imagem do presidente. Para o Palácio do Planalto, agora, é preciso avaliar o impacto dela junto à opinião pública e como ela será assimilada pela população em geral. Para evitar que haja contaminação política com o tema , o presidente ordenou que a resposta para a denúncia seja dada pela sua equipe de advogados, não pela equipe ministerial.
Segundo a reportagem apurou, um dos pontos que será contestado pela defesa do presidente é o de associá-lo diretamente à mala de R$ 500 mil recebida da JBS pelo ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures (PMDB). Nas palavras de um assessor presidencial, não há como provar que o presidente seria o beneficiário do montante.
O presidente acredita que, caso consiga barrar a denúncia no Congresso Nacional, terá condições de sobreviver à atual crise política. A ideia é tentar barrar já na primeira quinzena de julho a denúncia. Além de abreviar prazos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o Planalto pretende garantir a nomeação de um relator próximo ao governo.
O Planalto trabalha para que o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), indique para a relatoria um parlamentar peemedebista gaúcho: Alceu Moreira ou Jones Martins. Os dois tiveram parte de suas campanhas eleitorais em 2014 financiadas por Temer.
 
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