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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de junho de 2017. Atualizado às 23h50.

Jornal do Comércio

Política

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Notícia da edição impressa de 22/06/2017. Alterada em 21/06 às 21h28min

Cunha indica Michel Temer como testemunha em ações sobre a CEF

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) voltou a indicar o presidente Michel Temer (PMDB) como testemunha de defesa em ações penais relacionadas a suspeitas de irregularidades envolvendo a Caixa Econômica Federal (CEF).
Em audiência realizada na terça-feira, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, determinou que Cunha apresentasse, no prazo de cinco dias, os quesitos a serem respondidos por Temer.
É a terceira vez que Cunha indica Temer como testemunha. Uma delas foi na ação em que o ex-presidente da Câmara foi condenado a 15 anos de prisão no âmbito da Lava Jato, em março, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, no recebimento de propina pela venda à Petrobras de um campo de petróleo no Benin, na África.
A segunda vez em que o presidente foi arrolado foi na ação penal da Justiça do Distrito Federal que investiga a liberação de recursos do FI-FGTS por meio de pagamento de propina. O mesmo juiz autorizou e encaminhou as 19 perguntas formuladas por Cunha a Temer.
Em conversa no Palácio do Jaburu, em março deste ano, com Joesley Batista, dono da JBS, gravada pelo empresário, Temer reclamou da postura do ex-aliado de arrolá-lo como testemunhas fazendo perguntas que tentam comprometer o presidente. "O Eduardo resolveu me fustigar", diz o presidente na gravação.
As ações penais envolvendo a Caixa são relacionadas às operações Sépsis e Cui Bono, da Polícia Federal (PF), que investigam suspeitas de irregularidades na liberação de recursos do banco estatal para grandes empresas. Entre as companhias que teriam sido beneficiadas estão a Eldorado Celulose, da holding J&F (que controla a JBS), a Marfrig, o Grupo Bertin e a BR Vias, de acordo com as investigações da PF.
Além de Cunha, que está preso em Curitiba no âmbito da Operação Lava Jato, também figuram como denunciados nos processos da Operação Sépsis o operador financeiro Lúcio Funaro e o ex-deputado e ex-ministro de Temer Henrique Eduardo Alves (PMDB), que também se encontram presos preventivamente.
Segundo as investigações, o esquema envolvia liberação de recursos da Caixa para companhias por meio de direcionamento político, com participação de Cunha, em troca de propina.

MPF denuncia Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha por corrupção

O Ministério Público Federal (MPF) do Rio Grande do Norte denunciou os ex-presidentes da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Manus. Os dois estão presos preventivamente Alves em Natal e Cunha em Curitiba. A denúncia foi entregue à Justiça Federal.
Segundo a Procuradoria, os dois ex-deputados pediram e receberam propina por meio de doações eleitorais, declaradas ou não, entre 2012 e 2014, de empreiteiras como a OAS, Odebrecht, Carioca Engenharia e Andrade Gutierrez.
Em contrapartida, eles teriam atuado em favor de projetos de interesse das empresas em Brasília. Conforme o texto, os ex-parlamentares formavam uma "verdadeira sociedade ilícita ou parceria criminosa", sendo os beneficiários de um total de R$ 11,5 milhões de propina.
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