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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de junho de 2017. Atualizado às 22h49.

Jornal do Comércio

Política

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Corrupção

Notícia da edição impressa de 13/06/2017. Alterada em 12/06 às 21h22min

Governador do Mato Grosso pediu caixa-2, diz empresário

O empresário Alan Malouf confessou à Justiça ter feito pagamentos de R$ 2 milhões, via caixa-2, para a campanha do governador do Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB-MT), e alegou ter recebido R$ 260 mil "de volta" por meio de um esquema de fraudes em licitações na Secretaria de Educação do estado.
As manipulações de editais para construção de escolas no Mato Grosso são alvo da Operação Rêmora, deflagrada em maio de 2016. Segundo as investigações, os desvios, que começaram em 2015, atingiram 23 contratos no valor de R$ 56 milhões.
O empresário, alvo da Rêmora, diz ter doado R$ 2 milhões não contabilizados, com a ciência do governador. "No fim da campanha, existia um valor a ser pago. No final, teve um rateio, e eu participei do pagamento, como se fosse um empréstimo para saldar a dívida da campanha." De acordo com o depoimento, o pedido para quitar as dívidas de campanha via caixa-2 partiu do governador. "O próprio governador sabe disso." Malouf contou que seu envolvimento com os esquemas começou em meados de abril de 2015, quando o empreiteiro Giovani Guizardi, delator da Rêmora, pediu para ser apresentado ao secretário de Educação Permínio Pinto, com o interesse de prestar "serviços de obras na Seduc (Secretaria de Educação)". O chefe da pasta chegou a ser preso preventivamente em 2016. Segundo o empresário, o esquema envolvia propinas pagas por empreiteiras que prestavam serviços à pasta. O governador Pedro Taques reagiu com indignação às declarações do empresário. Segundo Taques, elas são "mentirosas, irresponsáveis, levianas e sem provas".
 
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