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Porto Alegre, sexta-feira, 09 de junho de 2017. Atualizado às 16h25.

Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

Alterada em 09/06 às 16h30min

Negociando delação, Palocci desiste de testemunhas em processo contra Lula

Agência O Globo
O ex-ministro Antonio Palocci desistiu de 12 testemunhas que deveriam ser ouvidas no processo em que responde com o ex-presidente Lula em relação à aquisição de um terreno, pela Odebrecht, para o Instituto Lula.
O juiz Sergio Moro permitiu que, caso alguma das defesas julgasse desnecessário ouvir testemunhas que já haviam prestado depoimento em outra ação penal, poderiam pedir sua dispensa.
Entre as testemunhas que seriam ouvidas estão o ex-ministro José Eduardo Cardoso, os senadores Jorge Viana e Lindbergh Faria, o deputado Paulo Teixeira e Arlindo Chinaglia e o vice-governador do Rio, Francisco Dornelles, além de empresários como Jorge Gerdau Johannpeter.
Todos já foram ouvidos em outra ação a qual Palocci também responde no Paraná. Além deles, Palocci também desistiu de duas testemunhas que não foram ouvidas: Lázaro Brandão, do Bradesco, e o blogueiro Eduardo Guimarães.
O ex-ministro Palocci contratou o advogado Adriano Bretas para negociar seu acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal. Ele dispensou o criminalista José Roberto Batochio, que também defendia o ex-presidente Lula.
Em seu primeiro depoimento ao juiz, Palocci sinalizou com a possibilidade de colaborar com as investigações, sugerindo estar disposto a municiar a Lava-Jato com "nomes, endereços e operações realizadas" com sua participação.
Já em seu depoimento ao juiz Sergio Moro, Palocci indicou sua disposição a colaborar com as investigações ao sugerir oferecer ao juiz Sergio Moro "mais um ano de trabalho" e indicar "nomes, endereços e operações realizadas". No seu interrogatório, Palocci elencou a participação de "uma importante figura do mercado financeiro" no financiamento de campanhas eleitorais.
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