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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de junho de 2017. Atualizado às 22h41.

Jornal do Comércio

Política

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congresso nacional

Notícia da edição impressa de 06/06/2017. Alterada em 05/06 às 20h50min

Juízes criticam estratégia de Michel Temer para constranger ministro Edson Fachin

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) criticou, nesta segunda-feira, uma alardeada "estratégia" montada pela base aliada do governo do presidente Michel Temer (PMDB) para "constranger" o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na corte.
Na quinta-feira passada, deputados governistas protocolaram na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara um pedido de explicações ao ministro sobre a sua relação com o executivo e delator premiado do Grupo J&F Ricardo Saud. O empresário teria ajudado Fachin no Senado a ser referendado como novo ministro do Supremo, em maio de 2015.
Em nota, o presidente da entidade, Roberto Carvalho Veloso, manifestou "indignação e repúdio" quanto a medidas que, no seu entendimento, visam obstruir a Justiça e enfraquecer o Poder Judiciário. "A estratégia de atacar a honra pessoal de magistrados que desempenham sua função constitucional como forma de intimidação e represália à atuação livre e independente é conduta que não pode ser admitida no Estado Democrático e de Direito", escreveu Veloso.
"A sociedade brasileira não permitirá que o processo de depuração e limpeza pelo qual passam as instituições seja barrado por práticas políticas imorais ou que impliquem represálias a magistrados", acrescentou.
Substituto do ministro Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo em janeiro deste ano, Edson Fachin tomou diversas decisões desfavoráveis a Temer nas últimas semanas. Além de ter homologado a delação da JBS, que caiu como uma bomba no Planalto, Fachin abriu inquérito contra ele no STF, determinou a tomada do seu depoimento no processo e, no sábado passado, mandou prender preventivamente o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), homem de confiança e ex-assessor do presidente. O pedido protocolado na CCJ é assinado pela chamada "tropa de choque" do governo, Darcísio Perondi (PMDB), Carlos Marun (PMDB-MS), Alexandre Baldy (Podemos-GO), Soraya Santos (PMDB-RJ) e Marcelo Aro (PHS-MG).
 
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