Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 28 de junho de 2017. Atualizado às 23h51.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

editorial

Notícia da edição impressa de 29/06/2017. Alterada em 28/06 às 19h54min

A agonia financeira que assola o governo do Estado

Após dois anos e meio no Palácio Piratini, o governador José Ivo Sartori (PMDB) não vislumbra cenário melhor para o Estado no curto prazo. O próprio governador diz que está trabalhando para o futuro do Rio Grande do Sul, ou seja, não colherá os frutos neste ano e meio final de mandato.
Entretanto, vários projetos que enviou à Assembleia Legislativa visando, pelo menos, dar algum equilíbrio entre receitas e despesas, não foram apreciados até agora. Novas idades de aposentadoria para oficiais e praças da Brigada Militar, o avanço desta semana.
Até agora, mesmo com algumas boas iniciativas na recuperação de escolas degradadas e em rodovias que necessitavam de conservação, os principais problemas continuam impedindo que a economia gaúcha deslanche. Claro, é também reflexo da paralisia socioeconômica que varre todo o Brasil, e não é de hoje.
Tudo que acontece está a provar que os abusos financeiros do passado não serão sanados nem remediados, pelo menos, sem muitas dores. O funcionalismo, com razão, desespera-se pelo parcelamento dos vencimentos, há muitos meses.
Todos pedem um Estado mais eficiente na vida dos cidadãos, mas ninguém quer que haja, de fato, ações. O que foi possível enxugar foi praticado, com menos despesas. Mas o funcionalismo de carreira e mesmo alguns cargos em comissão são importantes para que a máquina administrativa estadual funcione bem.
O governador está pagando reajustes de vencimentos dados antes para as áreas de segurança e educação. Mesmo que sejam justos, ninguém projetou que a crise nacional continuaria muito além de 2015. E ela é econômica, financeira, social, política, jurídica e administrativa.
Enquanto isso, por aqui, o cidadão vê problemas do Rio Grande do Sul aumentarem, caso da segurança pública, um drama diário dos gaúchos. Os males da administração são os melhores alertas para os governantes, enquanto as facilidades são os maiores perigos, pois mascaram a realidade.
O Rio Grande do Sul estava nessa situação de dificuldades financeiras há mais de 40 anos. Levava para o ano seguinte, para a década seguinte e para os governos posteriores o problema da dívida pública, com déficits ano após ano. Perigosamente. Até mesmo irresponsavelmente.
Cada vez o Estado investia menos e aumentava o déficit de atenção ao que era preciso fazer. Assim, o Rio Grande do Sul passou muitos anos sendo desidratado em educação, rodovias, saúde, segurança e serviços oficiais.
Durante anos, os dirigentes políticos gaúchos pouco diziam sobre o gigantesco débito do Estado, pois a vaidade ou o interesse mediato os impedia de falar, lastimavelmente.
Agora, ou aceitamos os duros termos da renegociação da dívida com a União, ou não teremos o fôlego de 36 meses no pagamento, prometido por Brasília.
Infelizmente, o encaminhamento da solução se arrasta, ficando na dependência da solução para a instabilidade política, que afeta todas as decisões do governo federal, inclusive a renegociação da dívida dos estados.
Só nos resta unir esforços em prol de soluções não para o final do mês, mas para a década vindoura. Ou, então, tudo será uma desgastante repetição, mês a mês. E as reformas no Estado? Sim, desde que se deixe tudo como está. Aí, fica impossível melhorar.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia