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Porto Alegre, terça-feira, 27 de junho de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 28/06/2017. Alterada em 27/06 às 19h31min

A cruel reoneração do setor de TI

Leticia Batistela
O setor de TI tem enfrentado duros golpes, que impõem um verdadeiro estado de defesa aos empresários, já calejados por uma política econômica inconstante. Em 2011, quando fomos contemplados pela desoneração, o setor fez seu trabalho de casa, contratou mais e investiu em novos projetos, regularizando posições. Apostamos que a desoneração faria parte de uma política estruturante do governo e que haveria estabilidade para que pudéssemos contratar ainda mais e mais. Mas, neste ano, fomos surpreendidos pela MPV 774 que pretende reonerar o setor. Através da mobilização das entidades, sensibilizamos os membros da comissão mista formada para exarar o parecer e fomos incluídos no parecer que será votado hoje, 28 de junho. A preservação do setor de TI na desoneração proposta no texto do parecer e no Projeto de Lei de Conversão à MPV 774 fez jus a sua importância no desenvolvimento do nosso País.
A possibilidade de as empresas poderem optar pelo modelo do INSS sobre a receita bruta em substituição ao INSS sobre a folha de pagamento foi essencial para atender à heterogeneidade do setor.
Nosso desafio é fortalecer e impulsionar um setor jovem e competitivo, que cresce anualmente, em faturamento, número de empregos, atingindo transversalmente todos os setores econômicos. No período de vigência da medida, o setor contratou 76 mil profissionais altamente especializados e formalizou vínculos trabalhistas atingindo um total de 874 mil trabalhadores.
Não existe mágica, as margens não podem ser mais espremidas, o setor terá que demitir para poder sobreviver. A manutenção dessa política pública para o setor, para o qual ela foi inicialmente concebida e implementada, é vital, valorizando e atraindo, assim, os postos de trabalho da era da transformação digital.
VP Articulação Política/Assespro Nacional
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