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Porto Alegre, terça-feira, 27 de junho de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 28/06/2017. Alterada em 27/06 às 19h31min

A inviabilidade do PNE

Marcos Adriano Prestes
Completando três anos em 2017 e com 20% das metas alcançadas total ou parcialmente, o Plano Nacional de Educação (PNE) segue a cada dia mais distante. Na prática, quatro a cada cinco metas não foram atingidas, segundo balanço feito pelo Observatório da Educação. Meta como a melhoria do índice do Ideb - indicador do MEC para mediar a qualidade do ensino - está distante de ser alcançada, pois ela só será possível se melhorarmos a formação dos professores e também se valorizarmos os mesmos com remuneração no mínimo digna. Outra meta do plano determina que todas crianças de quatro a cinco anos deveriam estar na escola até 2016, mas, como pesquisas demostram, cerca 9,5% (o que representa cerca de 500 mil crianças) ainda estão fora da sala de aula. Mas o pior é quando tratamos da principal meta estabelecida: a do financiamento, sem que esta seja completamente atingida, as outras não terão o êxito. A meta até 2024 é de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o ensino público, porém, a meta tornou-se inviável após aprovação da PEC que congela por 20 anos os investimentos em educação (e demais áreas). Na prática, o governo inviabilizou o PNE com essa medida, pois, sem investimentos maciços, não será possível atingir as metas estabelecidas pelo plano.
Presidente da União Gaúcha dos Estudantes - Uges
 
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