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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de junho de 2017. Atualizado às 00h01.

Jornal do Comércio

Opinião

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artigo

Notícia da edição impressa de 21/06/2017. Alterada em 20/06 às 20h10min

Sobre modelos de pedágios

Lotario Wessling
Cumprimentos aos dirigentes do Setcergs que, (ao contrário do medíocre sindicato dos autônomos), expõem didaticamente, em sua coluna no Jornal do Comércio, aspectos relacionados com o modelo de pedágios que o governo insiste em implantar no Rio Grande do Sul. Considerando interesses nocivos à sociedade e a estrutura de manipulação envolvida na questão, a entidade presta relevante serviço ao mostrar o outro lado para usuários/sociedade.
Na condição de caminhoneiro com experiência de décadas, endosso a discordância da entidade com relação ao modelo de pedágios em discussão. Minha convicção é baseada resumidamente, no pífio custo-benefício da maioria das estradas pedagiadas, incoerente com a boa conservação de muitas, sem pedágios, que atravessam estados inteiros, especialmente no Nordeste do País. Poucas estradas, como a BR-101, em Santa Catarina e mais algumas, têm tarifas de pedágios compatíveis.
Tem razão o Setcergs em questionar o modelo "ensaiado", pois é parecido com o fracassado modelo que sangrou a economia do Estado por 15 anos e nem terceiras faixas foram construídas como, por exemplo, a entre o KM 274 e 272 na BR-386, recentemente construída pelo governo federal. Aliás, ainda temos pedágios desse modelo injusto e impregnado de perversidades dispersas, de difícil compreensão para parte significativa da sociedade. O ônus produzido pela falta de controle e fiscalização com o excesso de carga (peso), em caminhões, política de algumas empresas, na maioria "lavanderias de dinheiro" e também autônomos, é rateado com todos os usuários. Isso é só uma amostra desse emaranhado. Segundo a Austin Rating, as concessionárias, (quase todas interligadas com as empreiteiras que saquearam o País), já ocuparam o primeiro lugar no ranking dos negócios mais lucrativos de um universo de 672 empresas de 28 setores, lá em 2007.
Caminhoneiro autônomo, Venâncio Aires/RS
 
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