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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de junho de 2017. Atualizado às 08h40.

Jornal do Comércio

Internacional

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Reino Unido

Notícia da edição impressa de 08/06/2017. Alterada em 08/06 às 08h44min

Britânicos vão às urnas para escolher novo Parlamento

Os eleitores podem votar até as 22h (18h de Brasília), quando começam as apurações

Os eleitores podem votar até as 22h (18h de Brasília), quando começam as apurações


JUSTIN TALLIS/AFP/JC
A população do Reino Unido vai às urnas nesta quinta-feira (8) para eleger um novo Parlamento. A campanha eleitoral, anteriormente pautada pelo Brexit, ganhou contornos inesperados após dois ataques terroristas.
Os atentados empurraram a segurança para o topo da agenda. Há duas semanas, a explosão em um show da cantora pop Ariana Grande em Manchester deixou 22 mortos e parou a campanha por alguns dias. Quando foi retomada, a primeira-ministra Theresa May estava enfrentando questionamentos sobre seu período enquanto ministra do Interior, entre 2010 e 2016, quando foram cortados os orçamentos da polícia e o número de funcionários caiu quase 20 mil.
Na noite de sábado, três homens atropelaram com uma van pessoas que passavam pela ponte de Londres. Depois, saíram do veículo e andaram pelo entorno esfaqueando pedestres. Oito pessoas morreram na ação. No mesmo dia, May disse "basta" e prometeu reprimir o extremismo, mesmo que isso signifique diluir as leis de direitos humanos. Opositores apontaram que ela estava no comando da polícia e do serviço de segurança doméstica quando os ataques de Manchester e de Londres aconteceram.
Os britânicos ficaram surpresos quando a premiê anunciou, em 18 de abril, que pediria ao Congresso a antecipação da votação em três anos. Os eleitores foram às urnas pela última vez em 2015 e, em junho de 2016, votaram a favor da saída do Reino Unido da União Europeia (UE) em um plebiscito. A última coisa que queriam era outra campanha que pudesse polarizar o país.
No entanto, o período parecia propício na visão de May. Ela se tornou premiê por meio de uma disputa pela liderança do Partido Conservador, quando David Cameron, seu antecessor, renunciou após o resultado do plebiscito. Uma eleição antecipada lhe daria a chance de ter um respaldo pessoal por parte dos eleitores. Com as pesquisas sugerindo vantagem aos conservadores, parecia provável que ela aumentasse sua maioria no Parlamento e fortalecesse sua posição nas negociações com a UE. Antes advogada pela continuidade na UE, ela agora garante prosseguir com o Brexit, além de prometer uma redução da imigração e o estabelecimento de um acordo comercial com os vizinhos europeus.
Do outro lado, está Jeremy Corbyn, líder socialista eleito pelos membros do Partido Trabalhista há dois anos, para o desgosto de muitos, que queriam alguém mais centrista. Entre os partidos pequenos, está o pró-independência Partido Nacional Escocês, que tenta repetir a quantidade de assentos que obteve em 2015, assim como o pró-UE Partido Liberal Democrata.
Quando a campanha começou, os conservadores alcançaram 20 pontos de vantagem nas pesquisas. Levantamentos mais recentes ainda apontam vitória de May, mas não com a vantagem anterior. 
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