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Porto Alegre, domingo, 02 de julho de 2017. Atualizado às 22h39.

Jornal do Comércio

Geral

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Assistência social

Notícia da edição impressa de 03/07/2017. Alterada em 02/07 às 22h01min

Albergues oferecem 90 vagas extras

A fim de minimizar o sofrimento de quem não tem uma casa para se abrigar, a prefeitura de Porto Alegre está oferecendo 90 vagas extras em albergues. O incremento faz parte da Operação Inverno 2017, que vai até setembro. Com o frio, os riscos à saúde da população de rua aumentam.
Os albergues com aumento na oferta são o Municipal, com 30 lugares a mais, e o Felipe Diehl, com 60 a mais. No total, há 445 vagas disponíveis para a população em situação de rua. O número de vagas no restante do ano é de 355. Os locais realizam acolhimento noturno, das 19h às 7h, todos os dias, e oferecem camas, cuidados com a higiene e alimentação.
No dia 29 de junho, o Albergue Municipal completou um ano em novo endereço, na rua Comendador Azevedo, bairro Floresta. A estrutura tem 2,4 mil metros quadrados e possui um número maior de dormitórios, banheiros e salas de atendimento para as equipes técnicas, com assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Em um ano, 45 mil pessoas foram atendidas.
Para a diretora técnica da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), Vera Ponzio, a reinauguração representou uma nova visão de atendimento e acompanhamento de pessoas em situação de rua. “A relação dos servidores com a população de rua é sempre de muitas combinações e tentativas de articulação com as demandas dos usuários. O Albergue Municipal tem regras que precisam ser trabalhadas com essas pessoas, como a proibição de entrada com álcool e outras drogas. Às vezes o indivíduo tenta, mas é uma regra”, aponta.
Outro problema registrado nesse ano foi a tentativa de entrada com faca e armas de fogo. “Agora temos portas com detectores de metais, então conseguimos identificar. Eles têm um regramento próprio para sobrevivência na rua, mas no albergue a conduta precisa ser diferente”, pontua Vera.
O regramento faz com que parte da população de rua não procure os albergues. “Tem gente que fica perto do albergue, para usufruir da segurança devido à vigilância da Guarda Municipal no local, mas não entra para dormir em uma cama. É uma contradição”, observa a diretora técnica. Mesmo assim, a procura é grande – todos os dias, a partir das 17h30min, há fila em frente ao prédio.
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