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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de junho de 2017. Atualizado às 22h37.

Jornal do Comércio

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Clima

Notícia da edição impressa de 06/06/2017. Alterada em 05/06 às 21h21min

Rio Grande do Sul tem 52 municípios em situação de emergência

O número de municípios que declararam situação de emergência no Estado subiu para 52. A chuva, que deu uma trégua na sexta-feira e no sábado, voltou com força no domingo, agravando a situação de cidades que sofrem com alagamentos. Segundo a Defesa Civil estadual, o número de pessoas fora de casa passa de 5 mil. No total, são 332 famílias desabrigadas e 893 desalojadas em 152 cidades.
O governo repassou toda a ajuda humanitária solicitada por Campo Novo, Dom Pedrito, Coronel Bicaco e Tenente Portela. Foram quatro pedidos oficiais, que culminaram no repasse de 7 mil quilos de alimentos e 230 kits de ajuda humanitária.
Outra questão preocupante diz respeito ao nível dos rios. O rio Uruguai, por exemplo, continua subindo em Itaqui, Porto Mauá, Iraí e Uruguaiana, embora já esteja baixando em São Borja. O Rio dos Sinos está estável em São Leopoldo, mas o rio Caí, em São Sebastião do Caí, ainda sobe. Na Capital, o Guaíba, no Cais Mauá, alcançou 2,2 metros na noite de ontem, acima do nível de alerta, de 2,10 metros. Na Ilha da Pintada, chegou a 1,95 metro, um pouco acima do nível de alerta, de 1,8 metro.
Uma pesquisa da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) revelou que as prefeituras já tiveram um prejuízo de R$ 117 milhões apenas para a recuperação da infraestrutura. Segundo o estudo, o número total de cidades que já estão ou que admitem decretar situação de emergência pode chegar a 213. A pesquisa foi realizada entre os dias 1 e 2 de junho em 459 municípios.
"Estamos aguardando a confirmação de uma agenda com o Ministério da Integração para viabilizar auxílio federal", ressaltou Mário Nascimento, coordenador técnico da Famurs. A solicitação está sendo intermediada pela senadora Ana Amélia Lemos (PP).
Ainda há previsão de chuva pelo menos até sexta-feira, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Hoje, a temperatura varia entre 5 e 20 graus. Na Capital, os termômetros oscilam entre 15 e 18 graus. Ontem, a temperatura mais baixa, de 5,3 graus, foi registrada no Chuí, e a mais alta, de 24,6, em Bom Jesus. Em Porto Alegre, a temperatura variou entre 16,3 e 18,4 graus.

Cidades costeiras podem sofrer graves prejuízos com mudanças climáticas

As cidades brasileiras localizadas em zonas costeiras estão mais vulneráveis ao efeito das mudanças climáticas - que podem causar não apenas elevações no nível do mar, mas eventos nocivos, como tempestades, inundações e erosão costeira. O alerta consta do relatório especial Impacto, Vulnerabilidade e Adaptação das Cidades Costeiras Brasileiras às Mudanças Climáticas, divulgado ontem pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC).
O órgão, que agrega setores dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Meio Ambiente, considera que 18 das 42 regiões metropolitanas brasileiras estão sob influência direta ou indireta das zonas costeiras, sendo mais suscetíveis aos efeitos de alterações no clima. Ao todo, elas respondem por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. As regiões Nordeste, Sudeste e Sul são as mais propensas à ocorrência de desastres naturais.
Os cenários mais pessimistas citados no relatório preveem aumento no nível do mar de até 40 centímetros até 2050, o que provocaria perdas econômicas de até US$ 1,2 bilhão para as 22 maiores cidades costeiras latino-americanas. Não há um cálculo para os prejuízos específicos para as metrópoles brasileiras. Para evitar o pior cenário, o PBMC considera fundamental um esforço para a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa.
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