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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de junho de 2017. Atualizado às 22h41.

Jornal do Comércio

Geral

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Transporte público

Notícia da edição impressa de 06/06/2017. Alterada em 05/06 às 20h53min

ATP alega queda de 11,06% no número de passageiro em 2017

Perda mensal média seria de 1,7 milhão de viagens na Capital

Perda mensal média seria de 1,7 milhão de viagens na Capital


CLAITON DORNELLES/JC
A redução no número de passageiros de ônibus tem preocupado as companhias responsáveis pelo transporte público de Porto Alegre. De fevereiro de 2016 a janeiro de 2017, primeiro ano de contrato das empresas pós-licitação, o índice de queda foi de 10,89%. Nos cinco primeiros meses de 2017, esse percentual se elevou para 11,06%. Antes do período, a queda de usuários mais expressiva havia sido registrada em 2014, quando a perda estava em 5,92%. Conforme levantamento da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), há uma perda mensal média de 1,7 milhão de viagens.
As empresas acumulam um prejuízo superior aos R$ 113 milhões desde fevereiro de 2016. De acordo com o diretor executivo da ATP, Gustavo Simionovschi, o déficit é consequência da defasagem que há entre a receita e o custo. "A única receita do serviço é a tarifa de ônibus. Não há subsídio do governo. Então, quando diminui o número de passageiros, diminui também a receita. Em contrapartida, os custos aumentam. Isso provoca uma discrepância entre o que é arrecadado e o que é gasto, levando a um endividamento difícil de ser superado", explica. 
Uma pesquisa da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) concluiu que a maioria das empresas privadas de ônibus do Brasil enfrenta, nos últimos três anos, um cenário de queda da demanda de passageiros, corte de mão de obra e elevação do endividamento. Realizado em 225 empresas de 115 municípios brasileiros, o estudo destaca que, de 2014 a 2016, houve decréscimo de 16,5% na demanda do setor, passando de 382,4 milhões de passageiros transportados para 319,3 milhões.
A pesquisa aponta ainda que, no período, houve o fechamento de 56 empresas de ônibus por falência ou perda de contratos públicos. Para Simionovschi, a solução passa por políticas públicas direcionadas ao setor e alterações no modelo tarifário.
 
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