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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de junho de 2017. Atualizado às 18h41.

Jornal do Comércio

Esportes

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copa das confederações

Alterada em 21/06 às 18h44min

Com mudanças, México leva susto, mas vira sobre Nova Zelândia na Rússia

Juergen Damm disputa a pelota com o defensor Tommy Smith

Juergen Damm disputa a pelota com o defensor Tommy Smith


FRANCK FIFE/APF/JC
A seleção do México levou um susto nesta quarta-feira. Depois de buscar um empate quase heroico com Portugal na estreia, o time comandado pelo técnico Juan Carlos Osorio sofreu gol da modesta equipe da Nova Zelândia e precisou buscar a virada para vencer por 2 a 1, em Sochi, pela segunda rodada do Grupo A da Copa das Confederações.
Com o resultado, o México encaminhou sua vaga às semifinais. Soma agora quatro pontos e divide a liderança da chave com Portugal, que tem a mesma pontuação após vencer a Rússia por 1 a 0, também nesta quarta. Os russos seguem com três e a Nova Zelândia continua sem pontuar.
Na última rodada da chave, o time mexicano fará confronto direto com os anfitriões valendo vaga na semifinal, no sábado. Um empate deve classificar o time de Osorio. No mesmo dia, portugueses e neozelandeses vão se enfrentar, com amplo favoritismo do time de Cristiano Ronaldo.
A partida desta quarta foi marcada pelo conhecido hábito de Osorio de promover rodízios nos seus times. Desta vez ele errou a mão e quase complicou a vida do México na competição. Foram oito mudanças entre os titulares. E a Nova Zelândia saiu na frente. No segundo tempo, porém, o México reagiu rapidamente e buscou a virada, com outra postura em campo.
Nos minutos finais, uma confusão entre os jogadores quase se alastrou pelo gramado e quase estragou o bom segundo tempo que fizeram. Hesitante, o árbitro Bakary Gassama, de Gâmbia, chegou a recorrer ao árbitro de vídeo para distribuir cartões em campo. Acabou não expulsando ninguém, apesar de uma investida mais violenta de Boxall, da Nova Zelândia. A intervenção atrasou o fim da partida.
O JOGO - Com oito mudanças na equipe titular, o México entrou em campo desfigurado. Nem mesmo o capitão Rafa Márquez, que era dado como certo no meio-campo, começou jogando. Como consequência, faltou entrosamento, organização e passes certos ao time mexicano no primeiro tempo.
Duas tentativas ofensivas exemplificaram na etapa inicial a "bagunça" montada por Osorio. Aos 12 e aos 15 minutos, o ataque perdeu chances claras de gol por acertar finalizações sobre companheiros do mesmo time. Quatro minutos depois, a Nova Zelândia surpreendentemente mostrou maior eficiência no ataque. Smith cabeceou e exibiu boa de defesa do goleiro Talavera.
O jogo se concentrava no meio-campo, muito pegado, e com seguidos passes errados e faltas de menor consequência. O México era afobado no ataque, quando conseguiu avançar. E a Nova Zelândia encontrava caminho mais rápido rumo ao gol. Aos 26, Wood desperdiçou chance incrível ao parar no goleiro quando estava cara a cara com Talavera.
No início do lance, ele fizera falta em Carlos Salcedo, que precisou deixar o gramado mais cedo, com o ombro imobilizado. A jogada gerou fortes críticas por parte do banco de reservas do México. Irritado, Osorio não poupou gritos e berros contra o treinador rival e contra a arbitragem.
Mas nenhum grito foi o suficiente para deixar a defesa mexicana mais alerta em campo. Aos 41, uma bela triangulação da Nova Zelândia culminou no chute certeiro de Wood. Na sequência, o México enfim exigiu a primeira defesa do goleiro Marinovic, aos 43 minutos.
Na volta para o segundo tempo, Osorio realizou apenas uma substituição na seleção mexicana. Reforçou o meio-campo ao colocar Héctor Herrera em campo, no lugar do zagueiro Alanis.
Pode ter sido a mudança, pode ter sido o famoso "puxão de orelha" no vestiário. Mas o fato é que o México parecia outro na segunda etapa. Mais ofensivo, acertava mais passes no ataque. E, aos 8 minutos, já empatava a partida. Após troca de passes na entrada da área, Jimenez acertou belo chute por cima e mandou para as redes.
Claramente superior ao rival, ao contrário do que aconteceu no primeiro tempo, o México atacava com mais consistência e levava maior perigo. Não demorou para buscar a virada. Aos 26, Aquino investiu pela linha de fundo, na esquerda, e cruzou rasteiro na área para Peralta encher o pé e decretar a reviravolta no marcador.
O terceiro quase surgiu aos 30, novamente com Peralta. Desta vez ele foi "fominha" e bateu por cima do gol, apesar dos outros três companheiros mexicanos que estavam na área. A esta altura da partida, o México já acumulava 18 finalizações, contra 9 dos neozelandeses. E tinha 65% de posse de bola.
Sem reproduzir as chances perdidas do primeiro tempo, a Nova Zelândia era mais contida na defesa e no meio-campo. Até tentou em cabeçada de Smith, mas Talavera defendeu. E levou susto pela última vez aos 39, quando Thomas acertou o travessão. Aos 44, o México ainda desperdiçou oportunidade incrível, aos 43, quando Jimenez bateu para o gol vazio e viu Smith surgir em cima da linha para evitar o terceiro gol.
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