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- Publicada em 21h42min, 13/07/2017. Alterada em 14h55min, 14/07/2020.

FCDL oferece novo serviço na área da saúde

Koch comemora novo cartão de múltiplos benefícios na área da saúde

Koch comemora novo cartão de múltiplos benefícios na área da saúde


JOÃO ALVES/DIVULGAÇÃO/JC
O contexto de austeridade econômica e incerteza política vem mobilizando os empresários na busca de alternativas para enfrentar os efeitos da crise. Não é diferente para a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), que representa um total de 154 entidades - em especial, as CDLs de muitas cidades gaúchas. Neste mês, em que completa 45 anos de fundação, a federação está oferecendo um novo serviço aos associados: o Qvida, um cartão de múltiplos benefícios na área da saúde.
O contexto de austeridade econômica e incerteza política vem mobilizando os empresários na busca de alternativas para enfrentar os efeitos da crise. Não é diferente para a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), que representa um total de 154 entidades - em especial, as CDLs de muitas cidades gaúchas. Neste mês, em que completa 45 anos de fundação, a federação está oferecendo um novo serviço aos associados: o Qvida, um cartão de múltiplos benefícios na área da saúde.
Lançado em abril e disponibilizado recentemente, o plano de saúde inclui atendimento ambulatorial e hospitalar, e descontos em medicamentos, por exemplo. Conforme o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, a ideia de oferecer o cartão surgiu da constatação de que os preços dos planos tradicionais estavam afastando clientes. "Há colegas desistindo (dos planos). Não é nossa função (oferecer um plano de saúde), mas, em razão da conjuntura, vimos essa necessidade. O Qvida vai custar cerca de metade do preço de um plano normal", estima o dirigente.
A novidade complementa as ações da FCDL em defesa dos interesses dos comerciantes gaúchos. Koch explica que, em sentido amplo, a atuação da entidade visa transformar o Estado em uma referência no varejo nacional. Uma meta que envolve desafios particulares, ligados às características da região na comparação com outras partes do País. "O Rio Grande do Sul é um mercado diferente, um tanto saturado, em função do melhor padrão de vida, se comparado a outras regiões, como o Nordeste. As famílias já têm TV e geladeira, por exemplo. Isso requer do comércio uma identificação mais precisa das necessidades futuras", compara o presidente.
Parte importante das demandas e do comportamento dos consumidores do futuro passa pelas novas tecnologias. Novos aplicativos, integrações logísticas e realidade aumentada estão entre as ferramentas que poderão ter impacto direto na relação entre os comerciantes e seu público. "Devemos estar sempre atentos às novidades da tecnologia, bem como às inovações no âmbito da gestão dos negócios", analisa Koch, lembrando que, também nesse aspecto, o comércio gaúcho tem questões específicas: "Estamos na ponta do Brasil e temos mais quilômetros de fronteira com Argentina e Uruguai do que com o nosso próprio País. A infraestrutura de transportes também não ajuda, bem como nossa falta de competitividade tributária. O ideal seria resgatar o Mercosul, tornando novamente o Rio Grande do Sul um centro de mercado. Mas isto só vai andar depois de resolvermos nossas bagunças políticas".
A instabilidade da política nacional também está na pauta da federação, que mantém interlocução constante com as bases parlamentares gaúchas - especialmente em âmbito federal - para defender temas como a queda dos juros. "Mas o fato é que, no meio político, ainda existe uma certa alienação da realidade do dia a dia do mercado. A maioria dos parlamentares e governantes prefere optar pela fúria na arrecadação e gastar de maneira ineficaz, por vezes irresponsável. Lógico que isto tem que mudar, pois assim nem o Brasil, nem o Rio Grande do Sul terão condições de trilhar um caminho efetivo de desenvolvimento", observa Koch.

Programa da Qualidade do Comércio chega a 7 mil participantes

QComércio é importante para criar um planejamento, avalia Gabriele
QComércio é importante para criar um planejamento, avalia Gabriele
FCDL-RS/DIVULGAÇÃO/JC
Em junho, a FCDL-RS atingiu uma marca importante: 7 mil pessoas completaram participação em um dos principais projetos da entidade, o QComércio - Programa da Qualidade do Comércio, voltado à qualificação dos comerciantes por meio de treinamentos e ferramentas virtuais. Desde a criação do programa, em 2011, a iniciativa já capacitou cerca de 1,5 mil empresas, que adotaram o software de gestão Scopi, desenvolvido especialmente para auxiliar os empreendedores.
O aplicativo oferece possibilidades como o monitoramento das atividades cotidianas da empresa, notificando gerentes quando alguma tarefa não é atendida no prazo. "É quase como um gerente eletrônico", resume o presidente Vitor Koch. A possibilidade de visualizar claramente os indicativos da empresa é apontada como outro benefício importante da ferramenta. "O aplicativo colocava em gráficos os nossos dados, aí podíamos ver melhor o nosso desempenho", relata a farmacêutica Gabriele Masiero, proprietária da farmácia de manipulação Vita Pharma, em Nova Prata, que participou do programa entre 2014 e 2016.
Gabriele conta que, depois de abrir o negócio em 2002, percebeu que precisava de "algo mais", o que a levou ao QComércio. "Foi muito útil. Para os pequenos empresários, que estão começando, é bom para conhecer os pontos fortes e fracos, para criar um planejamento e para diagnosticar a situação da empresa", avalia a empresária. "Tínhamos tudo muito informal, e tivemos muito resultado. As vendas e o faturamento cresceram, fizemos projetos de inovação e buscamos novos produtos", diz Gabriele, estimando em 30% o aumento nas vendas entre 2012 e 2015.
Na fase atual, o programa inclui videoaulas, avaliações periódicas e seminários, envolvendo empresários e colaboradores. Com edições anuais, o QComércio foi motivado especialmente pela avaliação, feita pela FCDL, de que o setor estava carente de projetos de qualificação. "A maioria, hoje, são empresas de pequeno porte, que, muitas vezes, carecem de informações, estrutura e gestão. O programa ensina a fazer planejamento estratégico, o que muitos empreendedores não têm e não sabem como fazer e como acompanhar", diz Koch, acrescentando: "A grande meta, hoje, é a qualificação. Em um mercado globalizado, o concorrente está em qualquer parte do mundo".
O dirigente reconhece, no entanto, que nem sempre é fácil despertar nos empreendedores o interesse pela inovação e pela gestão de qualidade. Mas ressalta que as empresas participantes do QComércio apresentaram números positivos a partir da qualificação: "Notamos que 64% das empresas tiveram aumento de lucratividade, e 84% melhoraram índices de controle". Koch lembra ainda que o programa também recebeu participantes vindos de outros setores, como ateliês, pequenas oficinas e indústrias. "É (um programa voltado ao) gerenciamento de negócio, adaptável para qualquer setor", garante o presidente.
 
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