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Porto Alegre, sexta-feira, 30 de junho de 2017. Atualizado às 13h49.

Jornal do Comércio

Cooperativismo 2017

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Cenário

Notícia da edição impressa de 30/06/2017. Alterada em 30/06 às 13h52min

Cooperativismo: capital humano para enfrentar a crise

Caderno Cooperativismo
Credito_Albari Rosa

No Brasil são 6.665 cooperativas, um crescimento de mais de mil em relação a 2015


ALBARI ROSA/DIVULGAÇÃO/JC
Em meio a um cenário de crise e de instabilidade econômica e política no País, o Cooperativismo - modelo de negócio que incentiva o empreendedorismo e a solidariedade visando ao bem estar de seus cooperados e da comunidade em que estão inseridos -, conta com o capital humano e a união de esforços como aliados para enfrentar a atual conjuntura e ainda crescer, gerando empregos em um momento em que o Brasil conta com milhões de desempregados.
Conforme a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), mais de 100 países no mundo contam com cooperativas. O sistema, que surgiu na Alemanha, tem números impressionantes no Brasil, que crescem a cada ano. São 6.665 mil cooperativas, mais de mil em relação a 2015. O número de cooperados também teve um aumento significativo no mesmo período, passando de 12,7 milhões para 13,2 milhões, conforme a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). 
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, não nega que o cooperativismo também tenha colhido "frutos azedos", como ele mesmo define, da crise econômica. Mas ressalta que o cooperativismo possui um elemento para enfrentar esses problemas. "Trata-se da figura do cooperado, pois a cooperativa é uma empresa de gente, cujo principal capital é o capital humano. Desta forma, com investimento forte, gestão especializada e apoio de todo o seu quadro social, as cooperativas anteveem crises e oportunidades e, ao fazerem isso, se lançam cada vez mais seguras em um mercado competitivo e que exige resiliência de todos os envolvidos", afirma Freitas.
Atualmente, são 378,2 mil empregos diretos gerados pelas cooperativas. Somente no agronegócio são 186 mil trabalhadores, presentes em cerca de 1 milhão de cooperativas. Ou seja, 48% do setor agropecuário brasileiro está envolvido por uma cooperativa, o que mostra sua importância não só para o desenvolvimento do País, mas também para as comunidades locais, beneficiadas diretamente por esse modelo, tanto pelas oportunidades de emprego como pelas chamadas sobras, que retornam aos seus cooperados, fazendo a economia girar.
Os dados permitem que o setor fique cada vez mais animado para crescer. "As cooperativas, mais do que grãos ou crédito, oferecem confiança aos cooperados, fornecedores, parceiros e clientes. E, assim, devagar e sempre, caminham focadas em colher o melhor sabor de todos, a sustentabilidade de seus negócios", explica o presidente da OCB. Ele é enfático ao projetar o ano de 2017. "Nossa expectativa não pode ser outra, mas crescer."
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