Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 27 de junho de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

tecnologia

Notícia da edição impressa de 28/06/2017. Alterada em 27/06 às 20h42min

Google é multado por favorecer serviço próprio

Autoridades regulatórias europeias multaram o Google em € 2,42 bilhões por favorecer ilegalmente seu serviço de compras. O valor, equivalente a R$ 8,9 bilhões, é um recorde nesse tipo de ação.
O Google tem 90 dias para interromper as práticas consideradas irregulares. Caso não cumpra a decisão, terá que pagar novas multas diárias de até 5% da média diária do volume de negócios mundial da Alphabet, sua empresa-pai. A acusação é de que o site favorece seu próprio sistema de comparação de preços - Google Shopping- dentro de seu mecanismo de buscas. Havia queixas há anos vindas de rivais como Yelp, FairSearch e TripAdvisor.
Margrethe Vestager, a comissária europeia responsável pela investigação, afirmou que o Google "criou diversos produtos e serviços inovadores que fizeram a diferença nas nossas vidas, o que é uma coisa boa". Para ela, o Google abusou de seu domínio no mercado como mecanismo de busca ao promover seu próprio serviço nas buscas e minimizar os de seus competidores.
Segundo o relatório da Comissão Europeia, os resultados dos serviços de comparação de preço não seguem as regras gerais de busca. Rivais são prejudicados pelo algoritmo - e, portanto, recebem menos cliques, impactando o valor de seus anúncios. Esse tipo de serviço depende do fluxo de visitas.
Com as práticas irregulares, o Google ampliou o número de acessos a seus serviços em 45 vezes no Reino Unido e em 35 vezes na Alemanha, por exemplo, enquanto rivais perderam respectivamente 85% e 92% do tráfego nesses dois países. A empresa nega as acusações e diz que os resultados das buscas facilitam a experiência dos consumidores.
O serviço de comparação de preços do Google foi lançado na Europa em 2004 com o nome Froogle. O produto passou a ser conhecido como Google Product Search em 2008 e, desde 2013, se chama Google Shopping. Consumidores podem comparar preços de diversas plataformas simultaneamente, como Amazon e eBay.
O Google não quis comentar a acusação. A empresa encaminhou uma nota oficial de Kent Walker, conselheiro-geral. "Quando você faz compras na internet, quer encontrar os produtos de maneira rápida e fácil", escreveu Walker. "Milhares de empresas europeias usam esses anúncios para competir com empresas maiores, como a Amazon e o eBay."
"Quando você usa o Google para procurar por produtos, nós tentamos mostrar aquilo que você está buscando. Nossa habilidade de fazer isso bem não nos favorece ou a nenhum site ou vendedor em particular. É o resultado do trabalho duro e da constante inovação."
"Nós discordamos de maneira respeitosa das conclusões anunciadas hoje. Vamos revisar a decisão da Comissão em detalhe enquanto consideramos nosso recurso", diz a nota do Google.

As batalhas jurídicas do Google

Abril de 2015
Autoridades antitruste da Europa acusam o Google de favorecer alguns dos seus próprios serviços de pesquisa ligados a compras on-line
Abril de 2016
Autoridades antitruste da região apresentam acusações contra o Android, alegando que o Google exigia injustamente que os fabricantes de celulares pré-instalassem seus serviços e oferecesse aos fabricantes incentivos financeiros inadequados para favorecer os produtos do Google.
Julho de 2016
Órgão de controle da concorrência europeu diz que o Google abusou da sua posição dominante ao oferecer algumas de suas ferramentas de publicidade on-line como parte dos serviços de pesquisa em sites de terceiros.
Outro lado
Google nega qualquer irregularidade nos casos. Ele diz que os consumidores podem usar livremente produtos alternativos de pesquisa on-line, os rivais são bem-vindos para oferecer seus próprios serviços digitais que competem diretamente com os do Google e os fabricantes de smartphones não são obrigados a usar seus serviços digitais com o Android
 
 
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia