Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 26 de junho de 2017. Atualizado às 21h01.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

petróleo

Alterada em 26/06 às 21h01min

ANP: relatório sobre cessão onerosa será entregue ao governo nos próximos dias

O diretor geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, disse nesta segunda-feira (26), que a autarquia está atualmente revisando o estudo sobre os valores para a cessão onerosa, contratado junto a uma instituição externa, e deve entregar um relatório sobre o assunto ao governo nos próximos dias. A partir daí, caberá à União realizar as negociações com a Petrobras. "A discussão com a Petrobras não começou, e quando começar vai ser conduzida pelo governo", salientou, ao ser questionado sobre o tema.
Mais cedo, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, também presente no mesmo evento, disse que a previsão era receber o relatório da ANP com os número sobre a cessão onerosa "por estes dias", para poder dar início às discussões com a Petrobras. Segundo ele, a intenção é "encontrar uma saída que possa ser consenso com todos os envolvidos".
Em conversa com jornalistas, após participar do Ethanol Summit 2017, Oddone evitou dar detalhes sobre o estudo encomendado pela ANP. Questionado se os valores apresentados sinalizavam que a Petrobras teria valores a receber ou a pagar, ele afirmou apenas que "o relatório é confidencial".
Segundo Oddone, o interesse de investidores estrangeiros pelos ativos de óleo e gás do Brasil, em especial no pré-sal, é grande, mesmo diante das incertezas políticas e econômicas que permeiam o ambiente de negócios no momento.
"A quantidade de ativos do Brasil é muito grande e os ativos do pré-sal estão entre as melhores oportunidades para exploração de petróleo no mundo", disse Oddone. A produtividade de blocos em negociação foi considerada "enorme" pelo diretor-geral da ANP, que se mostrou seguro sobre os leilões. "Teremos uma resposta sobre apetite nos leilões de setembro e outubro", afirmou.
Ele ressaltou que a avaliação dos investidores estrangeiros sobre o ambiente político foi surpreendente durante o roadshow que participou nas últimas semanas. "Estava em Londres no dia seguinte à eclosão da última crise (delação da JBS). A percepção deles foi de que a questão política vai se resolver cedo ou tarde, mas que é preciso tocar adiante os negócios", afirmou.
A ANP, explicou Oddone, pretende facilitar as regras para que fundos de investimento se tornem parceiros das operadoras vencedoras dos leilões, para ajudar no financiamento dos projetos. "A participação deles (fundos) ainda é pequena no setor", acrescentou. "Isso vai facilitar a retomada do setor, em especial das pequenas e médias empresas."
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia