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Porto Alegre, domingo, 25 de junho de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 26/06/2017. Alterada em 25/06 às 21h24min

Crise política no Brasil põe fim a ciclo de ganhos em investimentos

Se os efeitos da crise política na atividade econômica são difíceis de serem mensurados, sobre os investimentos o impacto é indiscutível. Embora ainda falte uma semana para o fim de junho, já é possível dizer que o caos criado pela delação da JBS colocou um ponto final em cinco trimestres consecutivos de ganhos tanto na renda fixa quanto na renda variável.
É o pior desempenho trimestral para os ativos em quase dois anos. O Ibovespa, perdeu 5,7% no segundo trimestre, até o dia 23.
Os preços das ações, segundo especialistas, costumam antecipar a recuperação econômica e também os períodos mais difíceis. Por isso, as incertezas deflagradas em maio chegaram primeiro, e com mais força, à Bolsa de Valores. Após subir 0,65% em abril, o Ibovespa perdeu 4,12% em maio e cerca de 2% em junho, até o dia 23.
Embora os efeitos mais danosos sejam mais claros na Bolsa, o segundo trimestre também foi o pior para a renda fixa em quase dois anos. O IMA-Geral, uma carteira que replica os títulos públicos que estão no mercado, rendeu 1% de abril até 23 de junho, segundo a Anbima. O rendimento equivale a apenas 45% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), usado como referência para esse tipo de investimento.
Com exceção do último trimestre de 2016, quando ficou praticamente empatada com o CDI, essa carteira de títulos públicos não perdia para o índice de referência desde o terceiro trimestre de 2015.
Outra carteira que reúne os títulos indexados à inflação, chamada de IMA-B, teve um desempenho ainda pior, ao cair 1,36% em igual período. Segundo o consultor de investimentos independente Marcelo d'Agosto, mesmo sem sinais mais robustos de recuperação da atividade, a possibilidade de reformas e a queda da inflação e dos juros vinham favorecendo os ativos brasileiros. "A JBS mudou isso", diz o consultor de investimentos.
É improvável, afirmam especialistas, que o mercado acionário consiga recuperar parte do fôlego perdido do trimestre nesta semana, final do período, porque não há uma melhora no horizonte político-econômico de curto prazo.
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