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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de junho de 2017. Atualizado às 08h55.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 23/06 às 08h58min

Petróleo opera em alta após produtores cumprirem corte, mas em patamar fraco

Os contratos futuros de petróleo operam em alta na manhã desta sexta-feira (23), mas em patamar ainda modesto, no fim de uma semana tumultuada para a commodity. O petróleo tenta manter o movimento positivo de ontem, mas anteriormente caiu bastante e entrou nesta semana no chamado "bear market", quando há uma queda de 20% em comparação a um pico recente.
Às 7h30min (de Brasília), o petróleo WTI para agosto subia 0,33%, a US$ 42,88 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto avançava 0,33%, a US$ 45,37 o barril, na ICE.
Sinais recentes de que grandes produtores cumprem o limite previsto no âmbito do acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ajudam a melhorar o humor nesta manhã. Isso, porém, ainda não reverte o quadro de excesso de oferta no mercado.
Um comitê de monitoramento estabelecido pelos membros da Opep e também por produtores de fora do grupo, como a Rússia, afirmou que o nível de cumprimento do acordo ficou em 106% em maio, no maior patamar desde o lançamento da iniciativa, no fim do ano passado.
Nos EUA, o crescimento da produção e dos estoques pode reverter o sinal na próxima semana, diante do tempo ruim no Golfo do México, que deixou fechados vários poços e plataformas, segundo analistas. De acordo com a JBS Energy, 300 mil barris por dia de produção deixaram de ser produzidos por causa disso. Às 14h, a Baker Hughes divulga o dado de poços e plataformas em atividade nos Estados Unidos na última semana.
Qualquer sinal de desaceleração na produção dos EUA apoiaria o mercado, mas por ora os economistas seguem pessimistas com a perspectiva para a commodity. Analistas do Commerzbank disseram que é "duvidoso" decretar agora o fim da espiral de baixa do preço do petróleo.
Os estoques em patamar alto levantam dúvidas sobre a eficácia do gerenciamento de mercado feito pela Opep, segundo o analista Jason Gammel, da Jefferies. "Nós continuamos com a visão de que os estoques irão [recuar no segundo semestre], mas a evidência empírica é que deve ser necessária para os preços do petróleo registrarem uma tendência de alta", comentou.
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