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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de junho de 2017. Atualizado às 23h42.

Jornal do Comércio

Economia

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FINANÇAS

Notícia da edição impressa de 23/06/2017. Alterada em 22/06 às 21h00min

Demanda por crédito das empresas brasileiras recua 5,4% em maio

A demanda por crédito pelas empresas apresentou queda de 5,4% em maio deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a abril, a busca por crédito subiu 2,3%. No acumulado do ano, a procuraa das empresas por crédito teve queda de 3,2% em relação mesmo período do ano passado, segundo o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a procura por crédito por parte das empresas ainda segue bastante deprimida, apesar de a economia demonstrar alguns sinais de saída da recessão. O agravamento da crise política a partir da segunda quinzena de maio pode ter também impactado negativamente o apetite por crédito por parte das empresas.
A análise por porte das empresas mostrou que, entre as micro e pequenas, a queda em maio foi de 5,2%, comparada a maio do ano passado. Já a demanda por crédito das médias empresas caiu 8,6%; e a das grandes empresas, 8,7%. No acumulado de janeiro a maio deste ano, a demanda por crédito das micro e pequenas empresas recuou 2,9% em relação aos primeiros cinco meses do ano passado. Nas médias empresas, esta queda foi de 9,3%; e nas grandes empresas, o recuo em relação aos primeiros cinco meses do ano passado foi de 9,0%.
A maior queda de procura empresarial por crédito em maio de 2017 ante maio de 2016 foi de 9,5% nas empresas do setor industrial. Nas empresas comerciais, o recuo foi de 9,1%; e nas empresas de serviços, a queda foi de 0,6%.
No acumulado dos primeiros cinco meses deste ano, todas as regiões tiveram recuos na demanda das empresas por crédito em comparação ao período de janeiro a maio do ano passado: Centro-Oeste (-4,1%); Norte (-4,1%), Sul (-4,3%), Nordeste (-5,6%), Sudeste (-1,4%).
 

Maioria das micro e pequenas empresas não quer empréstimos

A demanda por crédito das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) atingiu 13,1 pontos em maio, ficando um pouco acima dos 12,4 pontos registrados em abril, o que representa estabilidade. De acordo com dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL), 84% das MPEs afirmam não ter a intenção de tomar crédito, ante as 6% que manifestaram essa intenção.
Entre aqueles que não querem dinheiro emprestado, 43% dizem conseguir manter o negócio com recursos próprios, além de citarem a insegurança com as condições econômicas do País (18%) e as altas taxas de juros (18%).
Quanto mais próximo de 100 pontos, maior é a probabilidade de os empresários procurarem crédito; e quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão.
Três em cada 10 (29%) micro e pequenos empresários consideram difícil o processo de contratação de crédito, contra 26% que avaliam como fácil. Entre os que consideram difícil, o excesso de burocracia e as exigências dos bancos são os principais entraves, mencionados por 45% desses empresários.
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