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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de junho de 2017. Atualizado às 00h01.

Jornal do Comércio

Economia

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Negócios Corporativos

Notícia da edição impressa de 21/06/2017. Alterada em 20/06 às 20h39min

JBS anuncia plano para vender R$ 6 bilhões em ativos

De acordo com comunicado, a companhia pretende se desfazer de seu bloco de ações na Vigor Alimentos

De acordo com comunicado, a companhia pretende se desfazer de seu bloco de ações na Vigor Alimentos


VIGOR ALIMENTOS/VIGOR ALIMENTOS/DIVULGAÇÃO/JC
Após a delação premiada do empresário Joesley Batista e a intensa crise que se abateu sobre a empresa desde então, a JBS anunciou, nesta terça-feira, um programa para vender cerca de R$ 6 bilhões em ativos. O valor se soma ao montante de R$ 1 bilhão já anunciado com a alienação de negócios na Argentina, no Paraguai e no Uruguai. O objetivo do plano é reduzir o endividamento.
De acordo com comunicado, o programa prevê a venda da participação acionária de 19,2% que a empresa tem na Vigor Alimentos e as operações da Moy Park e da Five Rivers Cattle Feeding, parte dedicada a confinamento e alimentação de gado com operações nos EUA.
Em junho de 2015, a JBS comprou por US$ 1,5 bilhão a Moy Park, que pertencia à Marfrig, para ampliar a presença no mercado europeu. Com unidades no Reino Unido, na França e na Holanda, o foco da empresa é a produção de alimentos processados.
Segundo a empresa, o programa de desinvestimentos tem como objetivo reduzir o endividamento líquido da companhia e fortalecer a sua estrutura financeira. Ainda segundo o comunicado, a alienação dos ativos está sujeita à aprovação pelo conselho de administração da companhia e a anuência do BndesPar.
O presidente do Bndes, Paulo Rabello de Castro, disse que ainda não foi informado sobre o plano de venda de ativos da JBS, mas que entendeu o anúncio feito pela empresa como uma "intenção boa". "O que a atual administração está falando tem ainda que ser amplamente debatido no conselho de administração. Não houve ainda essa reunião, haja vista que não estou nem informado", disse Rabello de Castro, em entrevista após evento para comemorar os 65 anos do Bndes. O banco é o maior acionista minoritário da JBS, com 21,3%, e tem participação no conselho de administração da companhia.
O executivo disse que a prioridade para o banco, enquanto acionista, é "unir esforços para defender empregos e o faturamento dessa empresa". Questionado sobre a possibilidade de venda das ações do banco na JBS, ele afirmou que "os momentos mais adequados de fazer uma alienação de ativos é quando a situação desse ativo está bem na curva de preços, e não subavaliado".
A J&F, holding que congrega os negócios dos irmãos Batista - entre eles, a JBS -, também planeja se desfazer de ativos. A meta é vender pelo menos R$ 8 bilhões no curto prazo, conforme informe da agência de classificação de risco Standard & Poor's, que atribuiu a informação à administração da empresa.
A J&F, segundo a S&P, já colocou à venda linhas de transmissão de energia e estuda se desfazer ainda de Eldorado (celulose), Alpargatas (dona das Havaianas) e Flora (higiene e limpeza).
Na semana passada, a agência rebaixou a classificação de risco da J&F e de suas controladas JBS e Eldorado. A agência relatou preocupação com o impacto nos negócios da delação premiada dos donos do grupo, os irmãos Joesley e Wesley Batista, que confessaram um amplo esquema de pagamento de propina a políticos.

L'Oréal aceita aquisição da britânica The Body Shop pela brasileira Natura

Negociação envolvendo ¤ 1 bilhão depende de aprovação pelo Cade

Negociação envolvendo ¤ 1 bilhão depende de aprovação pelo Cade


/NATURA/DIVULGAÇÃO/JC
A Natura informou, nesta terça-feira, que a L'Oreal, após consultar seu conselho de empregados, se posicionou a favor da venda da empresa de cosméticos britânica The Body Shop. O contrato deve ocorrer no próximo dia 26, em Londres, de acordo com comunicado feito pela Natura ao mercado.
A Natura noticiou a negociação que envolve ¤ 1 bilhão no último dia 9, mas a transação dependia de consulta aos trabalhadores na França, além de aprovação pelas autoridades regulatórias, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O fechamento da operação ainda está condicionado às aprovações regulatórias.
A The Body Shop, com presença em 66 países, vai ampliar o alcance internacional da Natura. A expansão da Natura no exterior já vinha crescendo com a incorporação da australiana Aesop em 2013, que hoje tem lojas em 20 países. Com a bandeira da própria Natura, a empresa inaugurou uma loja em Nova Iorque em maio deste ano e outra em Paris no ano passado. A empresa também tem lojas físicas em países como Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru, e expande suas operações de comércio eletrônico fora do Brasil. Na ocasião da divulgação da negociação, João Paulo Ferreira, presidente da Natura, disse que foi a L'Oréal quem tomou a iniciativa para negociação.

Randon faz joint venture com a Comercial Epysa Peru

A Randon Implementos e Participações fechou acordo de associação (joint venture) com a Comercial Epysa Peru e sua controladora chilena Comercial Epysa para a criação da Randon Peru, a ser instalada na capital Lima.
O aporte inicial das duas sócias na Randon Peru será equivalente a US$ 1,5 milhão e poderá, a partir do terceiro ano, chegar a US$ 3 milhões. O controle do negócio será da Randon, que deterá 51% do capital social. A participação remanescente, de 49% do capital social, será de titularidade da Comercial Epysa Peru.
"A joint venture atuará no mercado do Peru e terá como propósito a fabricação, montagem e venda de reboques e semirreboques da marca Randon, por meio da junção do know-how tecnológico da Randon com a experiência comercial da Epysa, parceira há mais de 35 anos como distribuidor Randon no Chile, e vem ao encontro da estratégia da companhia de desenvolver novos mercados internacionais", diz a Randon em fato relevante.

Marcopolo reduz sua participação no capital da coligada Polo Bus do Egito

A Marcopolo reduziu sua participação no capital da coligada GB Polo Bus Manufacturing S.A.E., no Egito, de 49% para 20%. A operação se deu pela absorção de prejuízos acumulados proporcionais aos 29% de participação reduzida.
"Desde o início da operação, a companhia busca alternativas para potencializar o desempenho da unidade, afetada principalmente por fatores cambiais, políticos e de mercado", diz a fabricante de ônibus em comunicado ao mercado. Em 2016, a unidade produziu 694 unidades, o que gerou receita líquida de R$ 45,5 milhões. No primeiro trimestre deste ano, a quantidade foi de 163 ônibus, com receita líquida de R$ 4,8 milhões.
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