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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de junho de 2017. Atualizado às 18h38.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Notícia da edição impressa de 20/06/2017. Alterada em 19/06 às 21h49min

Mercado reduz previsão para inflação em 2017/2018

O mercado reviu para baixo, mais uma vez, as projeções tanto para a inflação quanto para o crescimento da economia brasileira em 2017 e 2018, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. A previsão é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência para a inflação oficial do País, fique agora em 3,64% em 2017, ante taxa de 3,71% na semana passada. Já para 2018, a estimativa é de 4,33%, também abaixo dos 4,37% da semana passada.
O cenário para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) piorou. A projeção é de 0,40% para 2017, ante 0,41% na semana passada; e de 2,20% para 2018, ante 2,30% na estimativa anterior.
Os analistas passaram a ver deflação em junho, que, se confirmada, será a primeira em 11 anos, em um ambiente de queda das perspectivas de crescimento e de inflação na economia brasileira.
O levantamento mostrou ainda que o grupo que mais acerta as previsões elevou sua visão para a taxa básica de juros neste ano. A expectativa para os preços neste mês agora é de queda de 0,07%, contra estabilidade na semana anterior. Se confirmada, será a primeira deflação mensal desde junho de 2006, quando houve queda de 0,21%, segundo dados do IBGE.
Por outro lado, o mercado manteve estáveis as projeções para a taxa básica de juros, a Selic, em 8,50% para o fim de 2017 e o fim de 2018. O Top-5, que reúne aqueles que mais acertam as projeções, no entanto, elevou a perspectiva para a Selic neste ano a 8,50%, sobre 8,38% na mediana das projeções da semana anterior. Para o ano que vem, permaneceu a expectativa de que a taxa básica de juros termine a 8%. Já a expectativa para o dólar seguiu inalterada em R$ 3,30 para o fim de 2017 e em R$ 3,40 para o fim do próximo ano.
Focus - Projeção Semanal

Crise pode frear crescimento e queda dos juros, avalia BC

A crise política pode não apenas frear a retomada do crescimento econômico como evitar uma queda estrutural das taxas de juros no País e estimular a alta da inflação. A avaliação foi feita pelo presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn. Segundo ele, a saída é tocar as reformas econômicas.
"É necessário acompanhar possíveis impactos do aumento de incerteza recente sobre a trajetória prospectiva da inflação." Ele explicou que a manutenção - por tempo prolongado - de níveis de incerteza levados sobre a evolução das reformas pode ter impacto negativo sobre a atividade econômica. Isso poderia ajudar o controle da inflação. No entanto há outros riscos para os preços: as estimativas da taxa de juros estrutural (juro neutro, que não alimenta nem controla a inflação) poderiam não cair como esperado anteriormente, e o dólar poderia subir ainda mais por causa da turbulência.
"Existe também a possibilidade que os efeitos acima se anulem e a trajetória prospectiva seja equivalente a trajetória vigente anteriormente", ressaltou o presidente da autoridade monetária. De forma geral, as projeções condicionais do Copom envolvem maior grau de incerteza.
Segundo Goldfajn, o fator de risco principal é o aumento de incerteza sobre a velocidade do processo de reformas e de ajustes na economia. No entanto ele lembrou ainda que o cenário externo, apesar de favorável no momento, apresenta considerável grau de incerteza e pode dificultar o processo de desinflação. Ele ressaltou que o BC tem comunicado a racionalidade econômica que guia suas decisões e que isso contribui para aumentar a transparência e melhorar a comunicação do Copom. "Com expectativas de inflação ancoradas, projeções de inflação em torno da meta para 2018 e um pouco abaixo da meta para 2017, e elevado grau de ociosidade na economia, o cenário prescreve a continuidade do ciclo de distensão da política monetária, já considerando os atuais riscos em torno do cenário e as estimativas de extensão do ciclo."
De acordo com o presidente do BC, a extensão do ciclo de corte de juros dependerá da evolução da atividade econômica, dos fatores de risco mencionados acima e das projeções e expectativas de inflação para 2018 e 2019, mas também das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira. "O cenário prescreve a continuidade do ciclo de distensão da política monetária, já considerando os atuais riscos em torno do cenário e as estimativas de extensão do ciclo. A flexibilidade do regime de metas para a inflação permite adequar a política monetária aos possíveis cenários prospectivos."
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