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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de junho de 2017. Atualizado às 18h38.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Notícia da edição impressa de 20/06/2017. Alterada em 19/06 às 21h17min

Crise política segura alta da bolsa

O cenário internacional favorável deu condições para o Índice Bovespa avançar ontem, apesar do clima de incerteza com o cenário político doméstico. As altas das bolsas na Ásia, Europa e principalmente nos Estados Unidos foram influência positiva para os negócios por aqui, além da valorização do minério de ferro, que impulsionou as compras de ações da Vale.
O Ibovespa terminou o dia em 62.014 pontos, em alta de 0,63%. O volume financeiro do dia foi inflado pela ocorrência do exercício de opções sobre ações, que movimentou R$ 2,8 bilhões. No exterior, o índice Dow Jones bateu novo recorde e fechou em 21.528 pontos. O mesmo ocorreu com o S&P 500, que terminou a 2.453 pontos.
Apesar da aparente tranquilidade no pregão, a falta de clareza quanto ao desfecho da crise política continuou como uma preocupação concreta. A saída de R$ 944,2 milhões em recursos externos da bolsa no dia 14, por exemplo, aumentou a cautela dos profissionais do mercado, que veem o investidor estrangeiro como uma espécie de pilar da bolsa.
Para Alvaro Bandeira, economista da Modalmais, a alta do dia esteve totalmente relacionada aos fatores externos, e não reflete mudança significativa em relação ao cenário doméstico. "A bolsa vive um quadro de volatilidade, com o mercado estressado, sem saber o que vai acontecer com a política e as reformas. O cenário afeta as expectativas, e vai continuar enquanto não houver definições", disse.
Ao final do pregão, Petrobras ON teve baixa de 1,19%, e Petrobras PN avançou 0,08%. Já os papéis da Vale foram o destaque positivo do dia, acompanhando a valorização do minério de ferro e das outras mineradoras pelo mundo. Com grande volume de negócios, Vale ON e PNA avançaram 3,25% e 1,85%, respectivamente.
As ações da Embraer avançaram 4,6%, liderando os ganhos do Ibovespa, após notícia de que os Estados Unidos vão avaliar o avião de ataque A-29 Super Tucano, com potencial para se converter em uma compra de mais de 120 unidades e expectativa por novas encomendas
O destaque negativo ficou com as ações da JBS, com queda de 4,08%, a maior da carteira do Ibovespa. Os papéis da empresa, que é pivô da crise política, refletiram as incertezas quanto aos efeitos do episódio nos negócios. Segundo o Broadcast apurou, uma associação que representa investidores minoritários planeja questionar o acordo de leniência da J&F, holding do grupo, com o Ministério Público Federal (MPF).
As ações da Embraer avançaram 4,6%, liderando os ganhos do Ibovespa, após notícia de que os Estados Unidos vão avaliar o avião de ataque A-29 Super Tucano, com potencial para se converter em uma compra de mais de 120 unidades, e expectativa por novas encomendas.
Bolsa

Falta de novidades políticas e volume baixo levam dólar à vista a recuar para R$ 3,2897

O dólar inverteu a tendência de alta observada até o meio da tarde de ontem e fechou em leve queda diante da falta de novos desdobramentos no âmbito político e em dia de volume baixo de negociações. No mercado à vista, a moeda norte-americana terminou em baixa de 0,06%, aos R$ 3,2897. O giro financeiro registrado somou US$ 834,65 milhões. "O volume esteve tão baixo que não houve força suficiente, então esta reversão foi natural", explicou o operador da corretora Multimoney Durval Corrêa, destacando a migração do investidor para o mercado acionário, com a bolsa se recuperando, após uma semana ruim. Para Corrêa, as incertezas políticas e econômicas são os fatores para o volume baixo.
Para Fernando Oliveira, diretor de câmbio da Abrão Filho Câmbio e Capitais Internacionais, o dólar recua devido ao desprendimento do cenário político do econômico. "O governo tem conseguido descolar a economia em meio a uma previsão de alta do PIB e inflação abaixo de 4%", disse o diretor.
 
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