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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de junho de 2017. Atualizado às 18h38.

Jornal do Comércio

Economia

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Habitação

Notícia da edição impressa de 20/06/2017. Alterada em 19/06 às 20h56min

Sem recursos, Caixa volta a suspender o Pró-Cotista

Um mês e meio após o governo redirecionar R$ 2,54 bilhões do Minha Casa Minha Vida para socorrer a linha de crédito imobiliário Pró-Cotista, que havia sido interrompida, a Caixa voltou a suspender esses financiamentos por falta de recursos. O orçamento inicial de 2017 para a linha era de R$ 5 bilhões, montante aprovado em outubro do ano passado pelo Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
No início de maio, como mais de 60% desse montante já estava contratado e o restante, em fase de análise, o Ministério do Planejamento remanejou para a Pró-Cotista boa parte dos recursos que seriam direcionados para a faixa de renda mais alta do Minha Casa Minha Vida. Segundo a Caixa, esses R$ 2,54 bilhões adicionais já foram contratos ou estão em fase de análise, e por isso a linha voltou a ser interrompida.
"A Caixa Econômica Federal informa que estão suspensas as contratações de novas operações da linha de crédito Pró-Cotista - Recursos FGTS, em razão do comprometimento total do orçamento disponibilizado pelo Conselho Curador do FGTS para o exercício de 2017", afirmou o banco em nota.
A Caixa afirmou que não há previsão de novos aportes para a linha. O Pró-Cotista tem tido muita demanda desde o ano passado, devido à escassez de recursos de fontes com taxas de juros equivalentes, como a caderneta de poupança. A linha só pode ser acessada por trabalhadores com pelo menos três anos de vínculo com o FGTS. Eles precisam estar trabalhando ou ter saldo na conta do FGTS de pelo menos 10% do valor do imóvel.
Os juros variam de 7,85% (para clientes que tenham débito em conta ou conta-salário) a 8,85% ao ano. O valor máximo dos imóveis a serem financiados é de R$ 950 mil para Minas, Rio, São Paulo e Distrito Federal e de R$ 800 mil no restante do País. Não há limite de renda familiar.
O banco nega que os saques de contas inativas do FGTS tenham influenciado o esgotamento de recursos, já que a decisão sobre o orçamento da linha foi tomada antes da medida que autoriza as retiradas. No entanto a avaliação do governo é de que houve um impacto indireto, pois, sem as autorizações para a movimentação das contas inativas, haveria um espaço maior para liberar novos recursos sem a necessidade de redirecionamento de outras linhas de crédito.
 
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