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Porto Alegre, terça-feira, 13 de junho de 2017. Atualizado às 18h49.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 13/06 às 18h53min

Após duas altas seguidas, dólar tem correção e cai 0,28%

O mercado de câmbio ajustou o dólar para baixo nesta terça-feira (13), depois de dois dias consecutivos de alta da moeda americana, que havia avançado além do teto informal dos R$ 3,30. Um conjunto de fatores contribuiu para a menor pressão de compra, como a alta dos preços do petróleo e o viés de queda do dólar ante outras moedas pelo mundo. O cenário político doméstico trouxe menos novidades, mas se manteve no centro das atenções, alimentando a cautela do investidor.
"As vitórias do presidente Michel Temer com o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e com a manutenção do apoio do PSDB não afastaram o desconforto e a falta de confiança do mercado", disse Ricardo Gomes da Silva, diretor da Correparti Corretora. Segundo o profissional, o temor do investidor continua bastante relacionado à possibilidade de novas delações ou revelações na imprensa que tenham potencial para comprometer Michel Temer ou outros integrantes do primeiro escalão do governo.
O dólar iniciou o dia em baixa, alinhado à tendência internacional, que apontava para alta do petróleo e enfraquecimento da divisa norte-americana. Depois passou a subir, com investidores ponderando que a crise política já pode estar produzindo efeitos na política monetária, com risco de atrasar ainda mais o andamento das reformas. Na máxima do dia, o dólar à vista chegou a R$ 3,3343 (+0,49%). No início da tarde, no entanto, as cotações voltaram a cair, com mínima de R$ 3,3003 (-0,53%). No fechamento, o dólar à vista negociado no balcão ficou em R$ 3,3088, com recuo de 0,28% ante o real.
"O dólar não aguentou se segurar em patamares tão esticados nos mercados à vista e futuro e acabou cedendo. E o cenário relativamente tranquilo acabou favorecendo esse ajuste", disse um operador focado em operações do mercado futuro.
A sessão da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado para apreciar a reforma trabalhista foi o principal evento político do dia. Segundo o operador citado acima, o transcorrer da reunião, sem intercorrências, acabou pavimentando um clima de menor tensão no mercado, o que favoreceu uma correção pontual. Perto das 17h30, a oposição ao governo apresentava votos em separado, marcando posição contrária à reforma.
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