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Porto Alegre, terça-feira, 13 de junho de 2017. Atualizado às 23h52.

Jornal do Comércio

Economia

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consumo

Notícia da edição impressa de 14/06/2017. Alterada em 13/06 às 21h09min

Endividamento aumenta entre quem mora sozinho

Quando o dinheiro fica escasso, 24% compram itens mais baratos, e 22% pedem emprestado a familiares

Quando o dinheiro fica escasso, 24% compram itens mais baratos, e 22% pedem emprestado a familiares


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
Pesquisa sobre endividamento revela que oito em cada 10 pessoas que moram sozinhas não se planejam financeiramente para custear as suas despesas. O levantamento inédito foi feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
Morar sozinho contribuiu para que 34% dos entrevistados extrapolassem o orçamento em alguns meses e 66% dos entrevistados não fizessem um controle efetivo de seus gastos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que mais de 10 milhões de pessoas vivem sozinhas no País, número que cresceu quase 40% na última década.
Ainda de acordo com a pesquisa, não ter alguém para dividir as contas foi usado como justificativa para as dívidas em 49% dos casos. A falta de planejamento leva 25% dos que moram sozinhos ao endividamento. Já 41% responderam que, no fim do mês, não falta nem sobra dinheiro, e 23% estão no azul. Outros 41% ficaram inadimplentes nos últimos 12 meses, e 62% continuam na inadimplência.
Quando falta dinheiro, 24% dos entrevistados passam a comprar coisas mais baratas, 22% pedem dinheiro emprestado a amigos ou familiares, e 21% cortam gastos como TV a cabo e supermercado. Em média, o valor da dívida é de R$ 1,5 mil no cartão de crédito (36%) e cartão de lojas (20%), influenciado pela diminuição da renda (23%), empréstimo do nome para terceiros (23%), desemprego próprio ou de alguém da família (22%) e problemas de saúde (20%).
Segundo a pesquisa, sete em cada 10 (67%) não têm reserva financeira, e, entre os 33% que têm, a poupança é a modalidade mais comum (80%). No entanto, 78% não sabem o valor que têm em seus investimentos. A motivação mais recorrente das pessoas que moram sozinhas para fazer reserva é o uso em caso de imprevistos (31%), as viagens (19%) e a aposentadoria (17%).
 

Vendas para o Dia dos Namorados caem 9,61%, diz SPC

Resultado indica que setor varejista ainda não se recuperou da crise

Resultado indica que setor varejista ainda não se recuperou da crise


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
As vendas para o Dia dos Namorados caíram 9,61% neste ano em comparação com o resultado do comércio para a data em 2016, conforme balanço divulgado pelo SPC Brasil e CNDL.
Segundo o SPC, as vendas para a data têm perdido forças nos últimos anos. Em 2016, a queda foi de 15,23%; em 2015, havia sido de 7,82%; e, em 2014, de 8,63%. O último resultado positivo foi em 2013, quando as vendas cresceram 7,72%.
Segundo a economista-chefe do SPC, Marcela Kawauti, a queda mostra que o varejo ainda não se recuperou dos efeitos da crise. "Embora os juros estejam diminuindo, e a inflação se encontre em patamar abaixo da meta, o comércio só deverá sentir os efeitos positivos do fim da recessão quando a recuperação econômica se refletir em aumento da renda e da empregabilidade, fato que ainda não aconteceu", destacou. O levantamento foi feito a partir das consultas ao banco de dados do SPC entre os dias 5 e 11 de junho.
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