Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 12 de junho de 2017. Atualizado às 18h30.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Mercado Financeiro

Alterada em 12/06 às 18h31min

Investidor mais cético com cenário político faz dólar subir 0,78%

Um clima de maior ceticismo com o cenário político ganhou força nesta segunda-feira (12), no mercado de câmbio. A absolvição da chapa eleitoral Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) gerou alívio apenas pontual entre os investidores, que voltaram a precificar as demais dificuldades do presidente Michel Temer e os riscos de comprometimento da reforma da Previdência.
O dólar chegou a cair no início dos negócios, mas inverteu a tendência ainda pela manhã e consolidou o viés de alta à tarde. A moeda norte-americana negociada no mercado à vista fechou em alta de 0,78%, cotada a R$ 3,3180, depois de oscilar entre a mínima de R$ 3,2775 (-0,45% e a máxima de R$ 3,3270 (+1,06%). Além do cenário político, houve ainda alguma pressão por influência de fatores externos e da proximidade do feriado no Brasil.
Com Michel Temer envolto em uma batalha jurídica sem previsão de término, cresceu no mercado a percepção de que a reforma da Previdência irá demorar mais que o esperado ou, na pior das hipóteses, nem chegar a ser apreciada na gestão Temer. Em um dia de noticiário não muito extenso, estiveram no radar a reunião da Executiva do PSDB para decidir sobre o apoio ao governo e a repercussão da notícia de uma suposta devassa contra o ministro Edson Fachin, relator do inquérito contra Temer no Supremo Tribunal Federal (STF). A possível denúncia da Procuradoria Geral da República contra Temer foi outro fator de preocupação.
"Um conjunto de fatores contribuiu para a pressão no dólar, mas creio que o principal é a sensação de que as coisas vão ficando cada vez mais difíceis para o governo. Com isso, o mercado fica parado", disse Marcos Trabbold, gerente de operações da B&T Corretora.
"Já há comentários nas mesas de que um adiamento da reforma até a próxima gestão presidencial poderia ser menos danoso do que votar agora e a matéria ser rejeitada", afirmou.
Com o resultado de hoje, o dólar à vista atingiu a maior cotação desde 18 de maio, um dia depois que foi tornada pública a conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista. Naquele dia, a cotação fechou a R$ 3,3868, com alta de 8,07%. Desde então, a divisa acumula alta de 5,87%. No acumulado de junho, o dólar tem ganho de 2,63% ante o real.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia