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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de junho de 2017. Atualizado às 09h20.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

12/06/2017 - 09h21min. Alterada em 12/06 às 09h23min

Mercado reduz estimativas de inflação e de crescimento da economia em 2017

Sob influência dos dados mais recentes da inflação brasileira, divulgados na sexta-feira (9) os economistas do mercado financeiro reduziram suas projeções para o IPCA neste e no próximo ano. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 foi de 3,90% para 3,71%. Há um mês, estava em 3,93%. Já a projeção para o IPCA de 2018 foi de 4,40% para 4,37% ante 4,36% de quatro semanas atrás.
Na prática, as projeções de mercado divulgadas nesta segunda no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%).
Na sexta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA de maio subiu 0,31%, bem menos do que apontava o próprio boletim Focus, cuja mediana projetada era de 0,44%. No ano, o IPCA acumula taxa de 1,42% e, em 12 meses, índice de 3,60%.
Estes resultados do IPCA - bastante favoráveis - fizeram alguns analistas citarem a possibilidade de o Banco Central, em seu próximo encontro de política monetária, em julho, ainda manter o ritmo de corte de 1 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros da economia). Há duas semanas, quando reduziu a Selic de 11,25% para 10,25% ao ano, o BC sinalizou a intenção de reduzir o ritmo em seu próximo encontro, em função das incertezas quanto ao futuro das reformas econômicas.
No Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 passou de 3,64% para 3,51%. Para 2018, a estimativa foi de 4,20% para 4,19%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,89% e 4,30%, respectivamente.
Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,55% para 4,49% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,70%.
Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para junho de 2017 passou de 0,20% para 0,00% (estabilidade). Um mês antes, estava em 0,23%. No caso de julho, a previsão de inflação do Focus seguiu em 0,25%, ante 0,22% de quatro semanas atrás.
O Relatório de Mercado Focus mostrou manutenção na projeção para os preços administrados neste e no próximo ano. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador em 2017 seguiu em alta de 5,50%. Para 2018, a mediana permaneceu em 4,70%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 5,45% para os preços administrados em 2017 e elevação de 4,70% em 2018.
Em suas projeções mais recentes, o BC espera alta de 6,1% para os preços administrados em 2017 e avanço de 5,5% em 2018. Essas estimativas foram atualizadas na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom).
O Relatório de Mercado Focus mostrou que a mediana das projeções do IGP-DI de 2017 passou de 1,52% para 1,06% da última semana para esta. Há um mês, estava em 1,89%. Para 2018, a projeção seguiu em 4,50%, mesmo valor de quatro semanas atrás.
Calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.
Outro índice, o IGP-M, que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, foi de 1,50% para 1,25% nas projeções dos analistas para 2017. Quatro levantamentos antes, estava em 2,20%. No caso de 2018, o índice seguiu em 4,50%, mesmo patamar de um mês atrás.
Já a mediana das previsões para o IPC-Fipe de 2017 foi de 3,68% para 3,63% no Focus. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 4,04%. Para 2018, a projeção do IPC-Fipe permaneceu em 4,50%, mesmo valor de um mês antes.

Previsão para o PIB em 2017 cai de 0,50% para 0,41%

Em meio à crise política, os economistas do mercado financeiro alteraram, para pior, suas projeções para a atividade em 2017 e 2018. Pelo Relatório de Mercado Focus, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano passou de 0,50% para 0,41%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,50%.
Para 2018, o mercado também mudou a previsão de alta do PIB, de 2,40% para 2,30%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,50%.
No início do mês, o Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o País cresceu 1,0% no primeiro trimestre de 2017, ante o quarto trimestre de 2016. Por outro lado, recuou 0,4% ante o primeiro trimestre do ano passado.
Em seus comunicados mais recentes, o Banco Central tem defendido que os indicadores permanecem compatíveis com a estabilização da economia no curto prazo. Porém, a instituição alerta que as incertezas com o andamento das reformas econômicas podem ter impacto negativo sobre a atividade. É a crise política o principal motivo para as reformas serem colocadas em dúvida.
No relatório Focus desta segunda, as projeções para a produção industrial para este ano também pioraram. O avanço projetado para 2017 foi de 1,09% para 0,94%. Há um mês, estava em 1,25%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 2,50%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.
Também no início do mês, o IBGE informou que a produção industrial avançou 0,6% em abril ante março, mas despencou 4,5% ante abril do ano passado.
No Focus, a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 permaneceu em 51,50%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2018, as expectativas no boletim Focus seguiram em 55,20%, ante 55,00% de um mês atrás.
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