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Porto Alegre, sexta-feira, 09 de junho de 2017. Atualizado às 18h35.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 09/06 às 18h36min

Cenário de incertezas continua e Ibovespa fecha em queda de 0,87%

O principal índice da bolsa acelerou as perdas nos últimos momentos do pregão desta sexta-feira, 9, em um movimento de proteção de investidores que estavam pouco dispostos a passar o final de semana comprados diante de indefinições como a do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer e do 'desembarque' do PSDB do governo. O Ibovespa fechou em queda de 0,87%, aos 62.210,55 pontos. Na semana acumula queda de 0,48%. Essa "corrida" levou o volume de negócios para o maior nível na semana, de R$ 7,19 bilhões.
"Investidor não tem medo de crise, tem medo é de escuro, de um quadro de incertezas", ressaltou o estrategista-chefe da Eleven Financial, Adeodato Volpi Neto.
Por mais um dia, o bloco financeiro - dos quatro grandes bancos mais a Cielo - foi responsável por manter o índice no terreno negativo em contraposição clara à Petrobras, Vale e suas correlatas. Neto afirma que o setor bancário continua sendo afetado por uma preocupação, ainda na esfera dos rumores, sobre uma possível delação do ex-ministro Antonio Palocci, que sempre teve relação estreita com empresários e agentes do setor financeiro. "Não acredito em risco sistêmico, mas, também, não imagino como uma quantidade desse dinheiro vivo que serviu para atos ilícitos não tenha passado por grandes bancos. No caso Zelotes, até o Bradesco já foi citado", afirmou o estrategista.
Para esse profissional, a retração no valor das ações de bancos ainda refletiu hoje a Medida Provisória (MP) editada ontem pelo governo, que permite acordos de leniência e eleva o valor de multas dadas tanto pelo Banco Central quanto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "Foi o remédio certo na hora errada", disse Volpi Neto, explicando que as medidas melhoram a qualidade da regulação, mas, no momento de incertezas como o atual, há quem interprete como ajuda aos bancos.
O analista da Ativa Investimentos, Pedro Guilherme, lembra que toda essa crise política afeta diretamente o andamento das reformas, o que contribui para azedar o sentimento dos agentes de mercado. "As reformas estão sendo postergadas e, a cada dia, parece ser mais difícil a negociação para as aprovações", disse.
Nesse contexto, os papéis recuaram. A maior perda do dia ficou com a Unit do Santander (3,41%). Banco do Brasil ON caiu 1,63%, Bradesco ON, 1,60%, e Itaú Unibanco PN, 1,57%. Com as quedas na sessão de hoje, essas instituições, respectivamente, acumulam perdas nos últimos 30 dias de 10,77%, 13,79%, 13,60% e 8,42%. No acumulado de 2017, as ações do banco estatal - e mais sensível à crise política - já estão no negativo assim como as da instituição espanhola.
Na mão contrária dos bancos, Petrobras seguiu de perto a tendência externa com a alta da cotação do petróleo no mercado internacional e, segundo Guilherme, também refletiam as medidas em prol do aumento de governança anunciadas recentemente. Já as ações de CSN, Gerdau, Vale e Bradespar figuravam entre os maiores ganhos do índice na última hora da sessão de negócios. Segundo operadores, contribuíram para os desempenhos a devolução de perdas acumuladas neste mês e dados otimistas sobre a continuidade dos estímulos à economia por parte do governo chinês.
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