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Porto Alegre, sexta-feira, 09 de junho de 2017. Atualizado às 17h45.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 09/06 às 17h51min

Descolados da tensão dos demais ativos, juros fecham em forte queda com IPCA

Os juros futuros fecharam em forte queda ao longo de toda a curva, influenciados pelo resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio bastante abaixo da mediana das estimativas. Com isso, o mercado de renda fixa operou numa dinâmica própria, descolado das pressões vistas no câmbio e nas ações em meio às incertezas com o cenário político.
A reação ao IPCA impulsionou o volume de contratos negociados nesta sexta-feira, 9, principalmente nos vencimentos curtos. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para outubro de 2017 (479.800 contratos) recuou de 9,675% para 9,615% e a do DI janeiro de 2018 (304.545 contratos) fechou em 9,165%, de 9,310% no ajuste anterior.
O DI janeiro de 2019 (451.235 contratos) encerrou com taxa de 9,21%, de 9,31% da quinta no ajuste. A taxa do DI janeiro de 2021 (253.635 contratos) caiu de 10,47% para 10,30%.
"O número do IPCA veio muito fraco e tivemos várias instituições casas revisando projeção para a inflação este ano", afirmou o trader do Banco Sicredi Getulio Ost, segundo o qual o dado resgatou a discussão sobre a possibilidade de manutenção do ritmo de cortes da Selic em 1 ponto porcentual, a despeito da forte sinalização do Banco Central em torno da redução do compasso de flexibilização na reunião de julho. "Já tem gente falando em 1 ponto, mas o cenário de apostas ainda é de 0,75 pp. Mas a chance de ser 0,5 ponto se enfraqueceu", afirmou.
Ele disse ainda que o mercado já recolocou na curva chance de Selic abaixo de 9% no fim do ano.
O IPCA de maio acelerou a alta para 0,31%, ante 0,14% em abril, ante mediana das expectativas de 0,47%. Na pesquisa do Projeções Broadcast, apenas o piso das estimativas das 51 instituições consultadas, de 0,25%, estava abaixo da taxa efetiva. Além disso, a inflação em 12 meses já caiu abaixo de 4%, passando de 4,08% em abril para 3,60% em maio.
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