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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de junho de 2017. Atualizado às 20h12.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

08/06/2017 - 19h36min. Alterada em 08/06 às 20h14min

Rabello: desenvolvimento do mercado de capitais é compromisso do Bndes

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), Paulo Rabello de Castro, afirmou nesta quinta-feira (8), que a instituição se compromete a fomentar o mercado de capitais do País, de modo a complementar a carteira convencional do banco em seus compromissos com a indústria e o setor de infraestrutura do Brasil.
"Não existe Bndes sem um mercado de capitais para o qual ele seja indutor", disse Rabello, em São Paulo. "Seria ideal que o Bndes tivesse condição de colocar papéis em carteira, no braço BndesPar, com tanto vigor quanto vende e sai das posições."
Rabello ainda ponderou que a manutenção em tesouraria de posições boas, sem vender papéis, é "muito antiquada" - para ele, o ideal seria que o banco entrasse, induzisse, saísse e entrasse em outras posições livremente. "Se não queremos risco, não queremos desenvolvimento", disse.
Quanto ao setor de infraestrutura, Rabello afirmou que o objetivo é migrar do corporate para o project finance, de modo a garantir que o conjunto de recebíveis e garantias internas ao projeto seja capaz de sustentar o fluxo de caixa.
"Na ponta compradora, sem o mercado de capitais, não existimos", disse, afirmando que o banco estuda a introdução de um "Bndes Direto", contando com Tesouro Direto e títulos que estejam na carteira do banco.
Rabello afirmou que a entidade precisa trabalhar para pulverizar a oferta de crédito, de modo a atender micro, pequenas e médias empresas. "É um esforço muito grande para um banco com capilaridade zero realizar esse milagre", disse Rabello, ressaltando que conversará com o Banco do Brasil e com a Caixa para atingir o objetivo.
Ele ainda afirmou que o banco possui a missão de interiorizar o desenvolvimento, levando recursos a áreas cada vez mais distantes dos grandes centros. "O compromisso é produzir soluções, fomentar o empreendedorismo e multiplicar a inclusão no País."
Rabello ressaltou, no entanto, que as condições de fomento devem ser indutivas, de modo a dar suporte a um processo que vale a pena por si só. "O banco não tem mais justificativa ética para passar subsídio para quem quer que seja", disse. "Não vamos financiar nada que não valha a pena."
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