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Porto Alegre, terça-feira, 06 de junho de 2017. Atualizado às 23h58.

Jornal do Comércio

Economia

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Política Monetária

Notícia da edição impressa de 07/06/2017. Alterada em 06/06 às 21h12min

Crise política dificulta queda mais rápida dos juros, diz ata do Copom

O Banco Central (BC) sinalizou ao mercado que pode reduzir o ritmo de corte de juros na próxima reunião em meio ao cenário de incertezas provocado pela crise política. Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada ontem, o BC se concentrou nas turbulências e na necessidade de aprovação das reformas trabalhista e da Previdência.
O comitê relata que avaliou se sinalizaria ou não ao mercado que a Selic pode ter um ritmo de redução moderado na próxima reunião. Por um lado, a avaliação foi que o impacto da crise sobre a inflação é incerto. "Por outro lado, salientou-se a necessidade, nesse momento, de oferecer direcionamento e elementos para reduzir a incerteza (e o escopo de possibilidades) sobre a trajetória futura da política monetária", relata o documento. Segundo a ata, o ritmo de cortes "continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação".
No comunicado divulgado no dia 31 de maio, quando a Selic foi reduzida em um ponto percentual, o BC já havia focado este cenário, citando a palavra "incerteza" cinco vezes (o termo foi usado duas vezes na decisão de abril). Os juros foram reduzidos, por unanimidade, para 10,25% ao ano, o que era esperado pelo mercado após a delação da JBS atingir o presidente Michel Temer. Foi o sexto corte consecutivo na taxa básica - o atual ciclo de redução começou em outubro do ano passado.
Antes da delação, o próprio BC considerava o cenário de inflação esperada abaixo da meta e de atividade econômica fraca, e apontava para uma redução maior que um ponto na reunião de maio. Como a delação do dono da JBS atingiu o presidente Temer, ameaçando a aprovação de reformas, a expectativa do mercado mudou de um corte de 1,25 ponto percentual para a manutenção do ritmo anterior.
A ata diz que a crise política dificulta a queda mais rápida das estimativas para a taxa de juros "estrutural", que depende de fatores como perspectivas para política fiscal, produtividade, melhor ambiente de negócios e redução do crédito subsidiado. Lembrou também que a crise política pode ter efeitos opostos sobre a inflação.
As reformas, enfatizou o comunicado, são fundamentais para manter a inflação sob controle. "Todos os membros do comitê reenfatizaram que a aprovação e implementação das reformas são fundamentais para a sustentabilidade da desinflação, para o funcionamento pleno da política monetária e para a redução da taxa de juros estrutural da economia."
 
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