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Porto Alegre, terça-feira, 06 de junho de 2017. Atualizado às 23h54.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Notícia da edição impressa de 07/06/2017. Alterada em 06/06 às 21h28min

Atividade industrial cai pelo segundo mês no Estado

A atividade do setor secundário gaúcho começa o segundo trimestre de 2017 em baixa, aponta o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). Em abril, na comparação com março, o IDI-RS caiu pela segunda vez consecutiva (-1,2%), na série com ajuste sazonal. O nível de atividade no quarto mês do ano foi o segundo mais baixo da série iniciada em 2003, o que pode ser explicado, em parte, pelo calendário: abril teve cinco dias úteis a menos do que março. "Os indicadores revelam que a esperada reação da indústria ainda não aconteceu, por causa de uma série de fatores. Entre eles, a persistente retração da demanda interna, dos investimentos e do consumo", explica o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.
A oscilação mensal da atividade industrial nos últimos seis meses não aponta qualquer tendência para os indicadores, que estão em níveis muito próximos de seus pisos históricos. Segundo Müller, a atenuação das taxas negativas nas comparações mais longas confirma apenas que a indústria parou de cair no período, e segue com um processo de estabilização.
Entre os componentes do IDI-RS, o recuo de 8,3% no faturamento real foi o principal responsável pelo desempenho negativo no mês. A indústria gaúcha em abril também registrou quedas nas horas trabalhadas na produção (-1,2%) e na Utilização da Capacidade Instalada - UCI (-1,1 p.p.), em relação a março. Registraram crescimento as compras industriais (2,2%), assim como a massa salarial real (0,4%). O emprego ficou praticamente estável (0,1%).
Ao comparar os resultados de abril deste ano com os do mesmo mês de 2016, a atividade industrial retraiu ainda mais, e pela 38ª vez consecutiva: 3,9%. Contribuiu para isso o fato de abril de 2017 ter dois dias úteis a menos. No primeiro quadrimestre de 2017, a atividade acumulou retração de 2,7% em relação ao período equivalente no ano passado. Quase todos os indicadores caíram: faturamento real (-4,4%), horas trabalhadas na produção (-4,1%), compras industriais (-4,2%), emprego (-2,1%) e UCI (-0,4 p.p.). A única exceção foi a massa salarial, que subiu 0,3%.
Dez dos 17 segmentos industriais pesquisados registraram queda na atividade no ano. Os principais impactos negativos vieram de veículos automotores (-9,3%), alimentos (-4,8%) e tabaco (-6,4%). O destaque positivo ficou com couros e calçados (1,1%), químicos e derivados de petróleo (1,2%), produtos de metal (2,7%) e máquinas e equipamentos (0,8%).
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