Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 05 de junho de 2017. Atualizado às 11h22.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

conjuntura

05/06/2017 - 10h16min. Alterada em 05/06 às 11h24min

Mercado volta a reduzir estimativa de inflação para 2017

Já após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na semana passada, os economistas do mercado financeiro reduziram suas projeções para o IPCA neste ano. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo BC, mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 foi de 3,95% para 3,90%. Há um mês, estava em 4,01%. Já a projeção para o IPCA de 2018 permaneceu em 4,40%, ante 4,39% de quatro semanas atrás.
Na prática, as projeções de mercado divulgadas nesta segunda no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%).
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic (a taxa básica de juros) em 1 ponto porcentual, de 11,25% para 10,25% ao ano. A decisão - considerada cautelosa pelo mercado - teve como principal justificativa as incertezas em torno do andamento das reformas trabalhista e previdenciária no Congresso. Ao mesmo tempo, o BC disse que o comportamento da inflação "permanece favorável". As projeções da instituição no cenário de mercado, com juros e câmbio variáveis, são de inflação de 4,0% para 2017 e de 4,6% para 2018.
No Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 passou de 3,70% para 3,64%. Para 2018, a estimativa foi de 4,30% para 4,20%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,89% e 4,25%, respectivamente.
Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,62% para 4,55% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,72%.
Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para maio de 2017 seguiu em 0,46%. Um mês antes, estava em 0,51%. No caso de junho, a previsão de inflação do Focus foi de 0,23% para 0,20%, ante 0,23% de quatro semanas atrás.
O Relatório de Mercado Focus mostrou leve mudança na projeção para os preços administrados neste ano. A mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador em 2017 foi de alta de 5,51% para avanço de 5,50%. Para 2018, a mediana permaneceu em 4,70%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 5,50% para os preços administrados em 2017 e elevação de 4,70% em 2018.
Em suas projeções, o BC espera alta de 6,3% para os preços administrados em 2017 e avanço de 5,4% em 2018. Essas estimativas, no entanto, serão atualizadas amanhã, quando será divulgada a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom).
O Relatório de Mercado Focus mostrou que a mediana das projeções do IGP-DI de 2017 passou de 1,62% para 1,52% da última semana para esta. Há um mês, estava em 2,60%. Para 2018, a projeção seguiu em 4,50%, mesmo valor de quatro semanas atrás.
Calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.
Outro índice, o IGP-M, que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, foi de 2,14% para 1,50% nas projeções dos analistas para 2017. Quatro levantamentos antes, estava em 2,66%. No caso de 2018, o índice seguiu em 4,50%, mesmo patamar de um mês atrás.
Já a mediana das previsões para o IPC-Fipe de 2017 foi de 4,00% para 3,68% no Focus. Um mês antes, a mediana das projeções do mercado para o IPC era de 4,08%. Para 2018, a projeção do IPC-Fipe permaneceu em 4,50%, mesmo valor de um mês antes.

Projeção de alta do PIB de 2017 passa de 0,49% para 0,50%

Na esteira da divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) na semana passada, os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a atividade em 2017 e 2018. Pelo Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 5, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano passou de 0,49% para 0,50%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,47%.
Para 2018, o mercado também mudou a previsão de alta do PIB, só que para pior: de 2,48% para 2,40%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,50%.
Na última quinta-feira, o Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o País cresceu 1,0% no primeiro trimestre de 2017, ante o quarto trimestre de 2016. Por outro lado, recuou 0,4% ante o primeiro trimestre do ano passado.
No comunicado divulgado após a decisão de política monetária da semana passada, o Banco Central afirmou que os indicadores recentes permanecem compatíveis com a estabilização da economia no curto prazo. Porém, a instituição alertou que as incertezas com o andamento das reformas econômicas podem ter impacto negativo sobre a atividade.
Os economistas do mercado financeiro projetam estabilidade (0,0%) para o PIB no segundo trimestre de 2017, ante o mesmo período de 2016. Isso é mostrado na abertura dos dados do Relatório de Mercado Focus.
Na semana passada, esta projeção para o PIB no segundo trimestre já indicava estabilidade ante o mesmo período do ano passado.
O Sistema de Expectativas do Mercado do Banco Central, no entanto, não traz as projeções das instituições para o PIB na margem - ou seja, para o segundo trimestre de 2017 ante o primeiro trimestre deste ano.
No relatório Focus, as projeções para a produção industrial para este ano também pioraram. O avanço projetado para 2017 foi de 1,30% para 1,09%. Há um mês, estava em 1,49%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 2,50%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.
Também na semana passada, o IBGE informou que a produção industrial avançou 0,6% em abril ante março, mas despencou 4,5% ante abril do ano passado.
No Focus, a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 permaneceu em 51,50%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2018, as expectativas no boletim Focus seguiram em 55,20%, ante 55,00% de um mês atrás.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia