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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de junho de 2017. Atualizado às 18h38.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 20/06/2017. Alterada em 19/06 às 21h13min

Agenda positiva

O Palácio do Planalto prepara uma agenda que não depende do Congresso Nacional para estimular a recuperação das atividades econômicas. Com as dificuldades causadas pela crise política, o governo busca estimular atividades que não dependam da votação de deputados e senadores. Apesar das turbulências, a área técnica do governo está imprimindo velocidade na agenda em busca de uma recuperação gradual. Esse reforço depende de concessões e privatizações em andamento, e de iniciativas para melhorar o ambiente de negócios. Algumas das medidas que vêm sendo discutidas poderão ser anunciadas já nos próximos dias. Com isso, o Palácio do Planalto tenta construir uma agenda positiva. Já a preocupação dos empresários é que o País perca a recuperação da economia, que já vinha aparecendo.
Investimentos externos
O vice-líder do governo na Câmara, deputado Darcísio Perondi (PMDB), destaca que o presidente Michel Temer (PMDB), que viajou para a Rússia e a Noruega, dará um recado muito claro aos russos e noruegueses. "Vai dizer que o Brasil respeita as leis e os marcos legais. Que o Brasil está num franco processo de reformas da Previdência e trabalhista. Está reduzindo juros e inflação, e está tirando a economia brasileira do buraco. Vai pedir para que os empresários venham e invistam no Brasil, para aumentar a riqueza e gerar mais empregos por aqui." Perondi, que integra a comitiva oficial, vai aproveitar a viagem para conversar com o presidente Temer sobre investimentos no Rio Grande do Sul, principalmente sobre estradas, pontes, saúde e pesquisa. Em 2016, o comércio entre Brasil e Rússia alcançou US$ 4,3 bilhões. Em 2017, em apenas cinco meses, chegou a US$ 2,13 bilhões. Na Rússia, serão discutidos novos negócios, especificamente nas áreas de energia (petróleo e gás) e infraestrutura (ferrovias e portos).
Crise fiscal
A crise fiscal se aprofunda. As contas públicas continuam se deteriorando e devem permanecer no vermelho até 2022. São nove anos de rombos e uma dívida que pode chegar a 99% do PIB em 2025. Segundo analistas, o déficit fiscal pode ser o maior da história em 2018, ano de eleições; e fazer concessões, segundo alerta o professor de Administração Pública da Universidade de Brasília (UnB) José Matias Pereira, "afetará o processo de recuperação do País".
Bolsa Família
Depois de anunciar reajuste acima da inflação para o programa Bolsa Família, o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra (PMDB), divulgou mais uma novidade sobre o programa. Até julho, será lançado o Pacote Progredir, que reunirá uma série de incentivos para que mais de 4 milhões de famílias que recebem o benefício saiam da informalidade. "O Estado tem que priorizar que essas famílias tenham oportunidade de ter emprego e não precisar mais do Bolsa Família", assinalou Terra. Mas, mesmo empregadas, as famílias seguirão recebendo o Bolsa Família por dois anos - dependendo do aumento da renda - e ainda voltarão a receber o benefício se perderem o emprego formal, garantiu o ministro.
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