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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de junho de 2017. Atualizado às 23h32.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 09/06/2017. Alterada em 08/06 às 21h06min

Desembarque do PSDB

Ganhou força, nesta semana, nas bancadas da Câmara e do Senado, a movimentação para desembarque do PSDB do governo Michel Temer (PMDB). A data limite para uma decisão sobre a permanência no governo, segundo o presidente do partido, senador Tasso Jereissati, é segunda-feira. Principal aliado do PMDB, o PSDB avalia o quadro político e, segundo o líder do partido na Câmara, Ricardo Trípoli, a maioria defende a saída do governo mantendo o apoio à agenda de reformas. E, para isso, na avaliação das lideranças, não precisa ocupar ministérios. O objetivo, segundo os tucanos, é evitar um enfraquecimento do partido. O que fica claro é que existe um racha entre os deputados e senadores. Enquanto os deputados, na sua maioria, apoiam a saída do governo; os senadores resistem e apostam na absolvição do presidente Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Repartindo custos
"O PSDB assinou com Michel Temer uma carta-compromisso de 15 itens. O compromisso do PSDB é com o Brasil, e por isso reparte os custos de ser governo, porque apoia as reformas necessárias para o País sair da crise e exige um comportamento ético dos seus filiados. Enquanto o governo Temer tiver o mesmo compromisso, nele ficamos", afirma a deputada federal gaúcha Yeda Crusius (PSDB, foto).
Blindagem na ética
O senador gaúcho Lasier Martins (PSD) se insurgiu contra a reeleição do senador João Alberto (PMDB-MA) como presidente do Conselho de Ética, pela sexta vez, e por aclamação. Lasier foi o único a se opor à candidatura alternativa de João Alberto, e lançou o nome do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE). Lançado candidato, o senador Valadares afirmou que só aceitaria a tarefa se fosse nome de consenso. "Voto contra, por entender que está na hora de mudar. São 12 anos na presidência do Conselho de Ética, com um trabalho muito lento. Esse conselho precisa funcionar mais ativamente", protestou o senador gaúcho. Ele criticou a eleição de João Alberto para comandar o órgão que decide a vida dos senadores investigados. "Há uma mesmice, João Alberto presidir o Conselho por 12 anos? É uma composição para blindar, há quatro senadores implicados por crime de corrupção", acrescentou. A primeira tarefa de João Alberto deve ser a análise de representação do PSOL e da Rede contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), por quebra de decoro parlamentar. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), por corrupção passiva e obstrução de justiça, acusado de ter recebido propina de R$ 2 milhões do frigorífico JBS, e de ter tentado atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.
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