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21/06/2017 - 09h49min. Alterada em 27/06 às 14h08min

Segredo para inovação disruptiva é manter espírito de startup

Craques da inovação debateram desafios da transformação digital em painel no JC

Craques da inovação debateram desafios da transformação digital em painel no JC


MARCO QUINTANA/JC
Não interessa se a empresa é centenária ou se nasceu ontem. O grande segredo para que se torne competitiva neste mundo em transformação é manter o espírito de startup. “As organizações que vão liderar os processos de disrupção no mundo são as que conseguirão criar operações mais ágeis e atualizadas. Isso pode acontecer tanto nas jovens empresas como nas tradicionais”, afirma o assessor da reitoria da Pucrs em Ciência, Tecnologia e Inovação, Jorge Audy.
Não interessa se a empresa é centenária ou se nasceu ontem. O grande segredo para que se torne competitiva neste mundo em transformação é manter o espírito de startup. “As organizações que vão liderar os processos de disrupção no mundo são as que conseguirão criar operações mais ágeis e atualizadas. Isso pode acontecer tanto nas jovens empresas como nas tradicionais”, afirma o assessor da reitoria da Pucrs em Ciência, Tecnologia e Inovação, Jorge Audy.
Este, aliás, foi um consenso entre os quatro painelistas que participaram do evento de lançamento do blog Mercado Digital, que aconteceu na terça-feira. O encontro contou com a presença em massa de representantes do ecossistema de tecnologia gaúcho e foi transmitido ao vivo pelo Facebook do Jornal do Comércio, com apoio da área de inovação da Processor.
Fundador e CEO da 4all, José Renato Hopf, analisa esse momento e comenta que o empreendedor brasileiro precisa mudar algumas questões culturais. “Temos que ter mais gana de vencer, abandonar o coitadismo e perceber que é possível colaborar e competir ao mesmo tempo”, sugere. A 4all é a primeira plataforma all-in- one do Brasil, focada em conectar pessoas e integrar negócios tradicionais ao mundo digital.
Antes de se lançar neste projeto, Hopf fundou a GetNet, empresa que abriu o mercado brasileiro de cartões de crédito e, em dez anos, já empregava mais de 2,7 mil colaboradores e faturava mais de R$ 3 bilhões por ano. A empresa foi vendida para o Santander. Agora, com esse novo projeto, o empreendedor tem uma meta ousada: quer transformar Porto Alegre na capital mais digital da América Latina até dezembro de 2018. “É o meu sonho. Sei que é difícil, mas estou sonhando com monte de gente junto. É impossível fazer coisas grandes sozinho”, diz.
Para projetos como esse serem possíveis, ele cita a importância de uma atitude mais efetiva e uma articulação de empresas, academia e governos. Audy acrescenta que um dos dilemas do Brasil é fazer com que a realidade de colaboração e inovação de algumas empresas e dos parques tecnológicos transborde para as cidades. “O desafio é não só construir ambientes legais para trabalhar, mas para viver. Isso significa transformar as cidades em ecossistemas de inovação”, sugere.
O CEO da Processor, Cesar Leite, comenta que existe um enorme espaço de conexão entre empresas tradicionais e startups. “Esse será um modelo vencedor desde que todos tenham em mente a necessidade da rápida adaptabilidade aos anseios dos consumidores e da capacidade de lidar com os novos conceitos deste novo mercado”, destaca. O empreendedor diz que é ilusão de alguns empresários acharem que o seu mercado de atuação não será transformado. “Todos os modelos de negócios estão sendo repensados. É um momento instigante e só vai permanecer quem for capaz de lidar com isso”, projeta.
Muitas corporações tradicionais têm como vantagem a sua capacidade econômica e poder de fogo, mas nem todas aceitam fazer os movimentos necessários para se repensar. “É a coragem de correr risco que vai proporcionar as mudanças no mercado nos próximos anos”, projeta Rodrigo Krug, CEO da Cliever, empresa que fabricou a primeira impressora 3D totalmente nacional e abriu as portas para esta tecnologia no Brasil.
Segundo ele, startups como a Cliever geralmente admiram o fôlego financeiro das grandes corporações, pois isso permite investimentos necessários para o crescimento. Por outro lado, cita a maior liberdade que as jovens empresas têm. “Podemos apostar no que a gente quiser, porque a altura do tombo é menor”, destaca. Além disso, ele comenta que a jovem empresa tem mais flexibilidade para entender as demandas dos consumidores atuais e tomar decisões rápidas para adaptar o seu modelo de negócios.
O empreendedor e presidente do Conselho Superior do PGQP, Ricardo Felizzola, afirma que a inovação acontece muito intensamente nas empresas mais novas. Mas, cita a importância de se ter políticas locais de inovação para que as empresas inovadoras sejam preparadas para também incorporar conceitos que já estão maduros nas empresas tradicionais, como gestão e qualidade. “Com esse aprendizado, elas terão maior potencial para se desenvolver”, avalia.
O evento de lançamento do blog Mercado Digital contou com a parceria da Diego Andino Pâtisserie, Pro Light Alimentos e Andorra máquinas de café.
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