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Porto Alegre, domingo, 11 de junho de 2017. Atualizado às 19h01.

Jornal do Comércio

Colunas

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José A. V. da Cunha

Intervalo

Notícia da edição impressa de 12/06/2017. Alterada em 09/06 às 20h08min

Festival de Gramado, um sucesso para a história

Plateia atenta para momentos de conteúdo relevante

Plateia atenta para momentos de conteúdo relevante


CLARISSA MENNA BARRETO/FAMECOS/DIVULGAÇÃO/JC
A 21ª edição do Festival Mundial de Publicidade de Gramado encerrou-se como esta coluna antecipara: teve pouco mais da metade dos 5 mil participantes de outros anos, mas apresentou uma riqueza de conteúdos e debates que contemplaram integralmente as expectativas de quem passou pelos salões do Serra Park. Menos de 10% deste público era formado por profissionais do mercado - como sempre, aliás, pois estes se comportam como se já soubessem de tudo. Mas se equivocam, como se verá a seguir, com registros feitos a partir de uma valiosa contribuição da equipe do portal Coletiva.net, que destacou ainda o fato de o clima no centro de eventos e feiras ter se mantido sempre informal, alegre e com muitas oportunidades de relacionamento.

O que eles disseram

Muitos profissionais do centro do país passaram pelo festival, trazendo ideias e provocações. A seguir, algumas delas:
Bobo, não mais
  • Sergio Gordilho, copresidente e CCO da Africa: A era do "publicitário bobo alegre" acabou, fazendo com que os profissionais assumam novas responsabilidades. A diferença, que sempre foi um negócio da alma das pessoas, hoje, é a alma do nosso negócio. Criatividade é um fator que faz superar momentos difíceis, como o que o mercado enfrenta atualmente.
Diferencial das redes
  • Gil Giardelli, estudioso de Cultura Digital e professor de cursos de pós-graduação: A experiência do usuário está tomando um lugar de destaque no mundo de hoje. A Inteligência Artificial virou essa nova experiência e os sentidos - tato, olfato, audição - serão cada vez mais explorados.
Comportamento
  • Hugo Rodrigues, presidente da Publicis Brasil: Olhar para o diferente é incluir minorias e desfazer preconceitos. Quando se começa a conviver com esse tipo de consumidor, variado, você começa a entender sobre as diferenças. Mas sem mudança de comportamento, nós não vamos conseguir nada. Precisamos fazer a diferença para o mundo ser melhor. Isso é mais importante que qualquer propaganda.
Diversidade
  • Ricardo Figuera, diretor de Criação da Africa, Ricardo Figueira: A diferença é uma virtude, mas, ainda, é muito difícil lidar com ela. Diante do cenário atual, é comum que as pessoas se classifiquem e criem grupos para se defenderem. Deve-se romper com a cultura da individualidade. Se a gente entender o que a palavra diferença significa, certamente estaremos um passo à frente.
Pela inspiração
  • Caio Delmanto, diretor de Planejamento da Crispin Porter Bogusky (CP B) Brasil: O passado deve servir de inspiração para o presente. A crítica é sempre boa, mas não necessariamente é preciso aceitá-la sem questionamento. O que não podemos é levar para o pessoal.
Com inovação
  • André Kassu, diretor de Criação da Crispin Porter Bogusky Brasil: O problema do futuro é que a gente fica pensando e ele vai se transformando. A gente teoriza demais e pratica de menos. É impossível inovar sem paixão e isso não significa apenas gostar, mas ter a obsessão tão necessária à competitividade. Sobre transformações de mercado, esta mudança está acontecendo tão rapidamente que a única coisa que vai trazer relevância pra gente é voltar ao básico: resolver o negócio do cliente.
Para contestar
  • Edu Cama, diretor de Novos Negócios do grupo de mídia Vice Brasil: Há falta de diálogo relevante das marcas. A maioria das empresas possui produtos e tem serviços para oferecer, mas poucas conseguem construir um conteúdo que resulte em uma cultura ao consumidor. Um exemplo positivo é o case do Itaú, que viabiliza conteúdos audiovisuais que buscam conectar o banco aos clientes a partir do posicionamento "Isso muda o mundo".
Sem medo de mudar
  • Lucas Mello, CEO da Live AD: Quem gosta de percorrer um caminho diferente na carreira? Eu sempre quis mudar modelos existentes no mercado e, muito além de formatos inovadores, defendo a necessidade de colocar intenções nas marcas para que gerem impacto e benefícios aos consumidores. Os universitários que estão prestes a ingressar no mercado não devem ter medo de matar formatos.

Dilemas da civilização

Desde seu título, "O Trilema Digital", a palestra ministrada pelo presidente do Grupo Abril, Walter Longo, foi um dos destaques deste festival. Ele discursou sobre os principais "trilemas", que iriam muito além de simples problemas, trazidos pelo universo digital e a sociedade globalizada. Vale passear por eles:
Exteligência seria o fenômeno causado pela falta de curiosidade. Segundo Longo, isso nos leva a exteligência em rede, onde existe a perda na qualidade do pensamento. "Sem o combustível do pensamento, não vamos muito longe."
Tribalismo é o comportamento que nos leva a não nos interessar por aquilo que contradiz a nossa opinião: o acesso à informação nunca foi tão global e as pessoas tão tribais. É preciso ampliar os horizontes para o contraditório, atitude que nos forçaria a rever, confirmar e até mesmo alterar certos conceitos, gostos e opiniões, muitas vezes desconhecidos.
Compartilhamento alerta para o consumo consciente: a sociedade mundial valoriza cada vez mais a redução do consumo, o que representa um enorme risco para a desaceleração da espiral econômica. Empresas como o Airbnb são inovadoras, mas trazem também menos empregos e geração de renda. É importante atentar para o fato de que o movimento gerado pelo compartilhamento não é suficiente para suavizar a queda da economia atual.

Perfil

Carlos Henrique Schroder Coluna Intervalo - divulgação Clarissa Menna Barreto Famecos


CLARISSA MENNA BARRETO/FAMECOS/DIVULGAÇÃO/JC
O perfil publicado nesta semana por Coletiva.net é do diretor-geral da Rede Globo, Carlos Henrique Schroder.
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