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Porto Alegre, terça-feira, 13 de junho de 2017. Atualizado às 23h38.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Notícia da edição impressa de 14/06/2017. Alterada em 13/06 às 23h41min

VLT transportou mais de 8 milhões de passageiros

Sem cobrador, os passageiros tomam a iniciativa do pagamento; em média, apenas 15% burlam o sistema

Sem cobrador, os passageiros tomam a iniciativa do pagamento; em média, apenas 15% burlam o sistema


FERNANDO FRAZ/FERNANDO FRAZ/ABR/JC
Em seu primeiro ano de funcionamento, completado na semana passada, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) já transportou mais do que um Rio de Janeiro inteiro pelo Centro e pela região portuária da cidade. Segundo a prefeitura, foram mais de oito milhões de passageiros em 70 mil viagens - 22 mil por dia, ou 657 mil por mês.
Há 15 dias, duas novas estações foram inauguradas: Providência, na Rua da Gamboa, e Harmonia, na Praça da Harmonia, que fazem parte da Linha 1 do VLT e que não ficaram prontas a tempo dos Jogos Olímpicos, como era previsto pela prefeitura. Elas foram abertas já com cobrança de passagens.
Em nota, o prefeito Marcelo Crivella disse que "a prefeitura do Rio e a Concessionária do VLT Carioca comemoram o marco de um ano sem registro de incidentes com pedestres, resultado de atenção constante das equipes de operação, campanhas de conscientização e a colaboração da população".
Com a ampliação da rede, a prefeitura estima uma redução de 15% no intervalo entre os trens, pois não será mais necessário compartilhar os trilhos nos dois sentidos entre as estações Parada dos Navios e Cidade do Samba.
Em um ano de funcionamento, a Guarda Municipal anotou 6.427 multas por falta de pagamento de passagem - 17 punições por dia nos 32 trens do VLT, que integram os meios de transporte do Centro e da região portuária, como barcas, metrô, trem e ônibus, além da rodoviária Novo Rio, do aeroporto Santos Dumont e do terminal de cruzeiros marítimos.
Segundo o prefeito, "o modelo de pagamento por validação espontânea se mostrou eficiente". Ele ressaltou que "a taxa de evasão se mantém inferior a 15% em um universo de mais de 600 mil pessoas transportadas por mês".
As sanções são aplicadas por 42 guardas. De acordo com a prefeitura, o valor arrecadado é destinado ao Tesouro Municipal. Cada multa custa R$ 170,00 e deve ser paga em até 10 dias. Em caso de reincidência, o valor da penalidade sobe para R$ 255,00.
Em um domingo normal, sem turbulências no trânsito, as novas estações foram pouco procuradas, mas agradaram aos moradores da região. "Vai melhorar muito a minha vida. Moro na rua Conselheiro Zacarias, bem pertinho da Estação Harmonia", afirmou Araciene Souza Santos, de 48 anos, há 20 anos morando na Gamboa.
Das 6h, quando começou a funcionar, às 9h50min, apenas 15 passageiros embarcaram na Estação Harmonia, que, assim, como a Providência, recebe usuários que se deslocam em direção ao Centro do Rio. Na Estação Providência, o aposentado José Guedes, de 85 anos, descansava em um assento do novo equipamento, mas foi crítico em relação ao serviço: "Para mim, isso não tem utilidade", opinou ele. "Acham que duas linhas de bonde vão resolver o transporte no Centro? Não tem mais ônibus aqui. Antes, havia três linhas. Linha boa é a que leva para Copacabana. Agora, quem mora aqui e quer ir à praia precisa andar até a avenida Presidente Vargas."

Vandalismo é um dos principais problemas do BRT no Rio

Dez vidros quebrados na estação Boiúna, do corredor Transolímpica, na zona Oeste do Rio. A estação Divina Providência, do BRT Transcarioca teve oito vidros quebrados, além de quatro monitores de TV, perfis metálicos, bancos amassados e a geladeira de refrigerante derrubada. Cerca de 11 estações e o terminal Alvorada do BRT Rio, nos corredores Transoeste e Transcarioca, foram alvo de vandalismo, no Carnaval. Esses casos e outros tornaram-se comuns desde que o modal passou a operar no Rio de Janeiro.
O vandalismo está presente nos dois corredores mais antigos do BRT, o Transoeste e o Transcarioca. Segundo o consórcio que opera as linhas, apenas em 2016, o prejuízo chegou a R$ 5,5 milhões. Nessas contas estão, por exemplo, o custo para reconstruir a estação Vila Queiroz (Madureira) e um ônibus articulado que foi queimado (R$ 1 milhão). As despesas já chegam a R$ 3,5 milhões neste ano, e o Consórcio BRT avalia que, se a situação não for revertida, o prejuízo chegará a R$ 7,5 milhões no fim do ano.
Nessa conta estão desde custos para reparar portas até vidros dos coletivos atingidos por pedradas por vândalos. "Nas noites e madrugadas de sexta-feira e sábado, a gente já sabe que, em média, 10 coletivos que circulam pelo Transcarioca no fim de semana terão que passar por reparos", contou Suzy Baloussier, coordenadora de Relações Institucionais do consórcio que opera o serviço. Os vidros são alvos de pedradas de jovens que vão ou retornam de bailes funks no Complexo da Maré."
Em março, a estação do BRT Transoeste, Cesarão III (Santa Cruz) foi depredada e não foi mais reaberta. No mesmo bairro, a estação Vila Paciência está fechada sem data para reabrir, por ameaças do tráfico. No Transcarioca e no Transoeste, várias estações têm portas empenadas ou exibem sinais de depredação. No Transcarioca, na estação Capitão Menezes, até as grades de ferro que separam as pistas foram arrancadas por pedestres que preferem se arriscar a caminhar até o sinal de trânsito mais próximo.
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