Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 18 de junho de 2017. Atualizado às 21h22.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

COMENTAR | CORRIGIR

Leitura

Notícia da edição impressa de 19/06/2017. Alterada em 16/06 às 17h42min

Liderança

Líderes que trabalham intensamente, mas sentem que poderiam estar além de suas expectativas e mais conectados aos valores pessoais - esse é o público que a fundadora e diretora executiva do Institute for Mindful Leadership (Instituto de Liderança Consciente, em tradução livre), Janice Marturano, acredita que pode ajudar com seu método de treinamento, que associa prática de mindfulness (atenção plena) com ferramentas de gestão.
Marturano diz que é possível desenvolver habilidades para liderar de forma consciente e inspiradora a partir de foco, clareza, criatividade e compaixão. Com base nisso, lança mão de exercícios simples que ajudam a refinar a atenção ao que passa no corpo e na mente, práticas essas que estão disponíveis no livro e em áudio. O objetivo é criar um ambiente que evite que as pessoas entrem no "piloto-automático", tomando decisões de modo distraído, sob pressão.
A atenção plena é um conceito que teve origem na meditação budista e desempenha papel importante em diversas formas recentes de psicoterapia hoje, como a comportamental dialética. O Institute for Mindful Leadership diz já ter atendido líderes de organizações como Fórum Econômico Mundial, Intel, P&G, Huffington Post, Cruz Vermelha, Força Aérea e Exército dos Estados Unidos, universidades, instituições de saúde, bancos e serviços financeiros, entre outros.
Mindfulness na liderança: como criar espaço interior para liderar com excelência; Janice Marturano; Editora WMF; 240 páginas; R$ 40,00.

Heroína

Aproveitando a hype do filme, que estreou este mês nos cinemas e arrecadou R$ 223 milhões em bilheteria na primeira semana, a Record lançou recentemente o livro "A história secreta da Mulher-Maravilha", uma extensa pesquisa da historiadora de Harvard e redatora da revista The New Yorker Jill Lepore, refazendo a trajetória da personagem e de seu criador, William Moulton Marston, e mostrando como o movimento sufragista e feminista o influenciou na redação das histórias.
Grande sucesso no mercado editorial da DC Comics, a heroína foi apresentada ao mundo por Marston em 1941, logo após o surgimento de personagens igualmente notáveis, como Superman (1938), Batman (1939) e Lanterna Verde (1940), na chamada Era de Ouro dos Quadrinhos. A Mulher-Maravilha ganharia revista própria no ano seguinte, incluindo seções pouco usuais, como a "Mulheres-Maravilhas da História", que trazia perfis de personalidades femininas que eram destaque em suas áreas de atuação.
O maior mérito do livro de Jill é mostrar a origem de um negócio milionário motivado por uma causa social - visto que o mercado de quadrinhos, naquele momento, era dominado por personagens masculinos com superpoderes, com os autores preferindo deixar as mulheres nos papéis de mãe, esposa e amiga. Além, é claro, dos conflitos recorrentes que a ideia trouxe a mentes mais conservadoras. Pode ser um bom insight a quem deseja empreender em algo do gênero.
A história secreta da Mulher-Maravilha; Jill Lepore; Editora Best Seller/Grupo Editorial Record; 480 páginas; R$ 50,00.

Foco

Tema mais atual do que nunca no contexto econômico brasileiro, a falta de recursos em momentos de crise, seja ela em organizações ou nas finanças pessoais, é uma das abordagens do livro "Escassez", lançado recentemente pela editora Best Business. A ciência já apontou, lembra a obra, que as dívidas são uma grande motivação para perda de concentração e da capacidade de tomar decisões importantes para a carreira, abalando capacidades cognitivas e comprometendo a visualização de oportunidades.
A falta de dinheiro não é o único tipo de escassez a qual as pessoas devem estar atentas no dia a dia, inclusive no cotidiano corporativo. Sendhil Mullainathan, professor de Economia de Harvard e pesquisador em economia comportamental e do desenvolvimento, e Eldar Shafir, professor de Psicologia em Princeton e pesquisador em áreas como ciência cognitiva, afirmam que um orçamento apertado é comparável a outros fenômenos de escassez, como a falta de tempo provocada por uma agenda repleta de reuniões ou situações de fome.
Os problemas da vida moderna podem estar afetando gravemente a capacidade profissional de milhares de pessoas ao redor do mundo, todos os dias, sem que elas sequer se deem conta, de acordo com os autores. A obra serve tanto a quem está passando por uma situação financeira difícil quanto para o trabalhador em geral, que pode analisar o cotidiano e ver de que forma impulsionar o desempenho intelectual.
Escassez; Sendhil Mullainathan e Eldar Shafir; Best Business/Grupo Editorial Record; 384 páginas; R$ 55,00; disponível em versão digital
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia