Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 04 de junho de 2017. Atualizado às 21h29.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

CORRIGIR

inovação

Notícia da edição impressa de 05/06/2017. Alterada em 02/06 às 20h02min

Startups também podem fracassar

O sonho rotineiro de uma empresa de tecnologia novata é obter dinheiro de investidores e, em pouco tempo, virar um caso de sucesso. Porém, para a maioria das startups brasileiras, a realidade mais comum é o fracasso. Levantamento das três principais aceleradoras de startups do País nos anos de 2012 e 2013 (ACE, 21212 e Wayra, especializadas em investir e ajudar negócios iniciantes) mostra que, passado esse período, a maior parte das companhias selecionadas para receber investimentos não obteve sucesso.
Das 60 apoiadas, 61,5% delas (37) fecharam ou investidores abriram mão de suas participações por não verem chance de retorno. Entre as empresas de modo geral, a taxa de mortalidade é de 33% em dois anos, segundo índice do Sebrae - a instituição não possui avaliações para períodos de tempo maiores.
Um índice de fracasso nesse nível é normal para o mercado das startups de tecnologia, de acordo com Gilberto Sarfati, professor da Escola de Administração da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo. Um dos motivos para isso é o fato de essas empresas estarem envolvidas em um cenário de alto risco e incerteza. Isso porque, em geral, os modelos de negócios propostos pelas startups ainda não existem, e é muito comum que eles simplesmente não sejam tão bem recebidos pelo mercado como se espera.
Por isso, investidores apostam em dezenas de empresas, sabendo que a maioria vai fechar e as que tiverem sucesso irão compensar o dinheiro que foi perdido. Para tentar diminuir as chances de erro, investidores experientes só colocam dinheiro em uma startup após a avaliação de centenas de projetos e currículos de empreendedores. "A mortalidade nunca nos preocupou. A preocupação nossa está em encontrar aqueles que conseguem crescer acima da média de forma constante", diz Pedro Waengertner, sócio da ACE. "Se a gente investe em 10 empresas em um ano, sabemos que, em cada uma dessas turmas, teremos uma campeã, outras terão um resultado razoável, e outras não darão certo", afirma Renato Valente, diretor da Wayra (da Telefônica).
Do levantamento realizado, apenas sete das 60 empresas foram vendidas, três delas para grandes empresas - principal objetivo de quem investe nessas companhias iniciantes. Na hora de explicar os motivos que levam ao fechamento das startups, os responsáveis pelas aceleradoras foram unânimes: o principal culpado é o desentendimento entre os sócios.
Rafael Duton, sócio da 21212, afirma que, em sua aceleradora, essa foi a causa de 60% dos fechamentos de startups. "A maioria das empresas não morre, se suicida. Não dá para culpar os empreendedores por isso, a atividade deles é muito intensa."
 
CORRIGIR
Seja o primeiro a comentar esta notícia