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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de junho de 2017. Atualizado às 00h48.

Jornal do Comércio

Política

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Ministério da Justiça

Notícia da edição impressa de 01/06/2017. Alterada em 31/05 às 21h03min

Jardim não define situação de diretor da PF

Michel Temer dá posse a Torquato Jardim, em cerimônia no Planalto

Michel Temer dá posse a Torquato Jardim, em cerimônia no Planalto


VALTER CAMPANATO/ABR/JC
Minutos depois de tomar posse, o novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou, ontem, que a Lava Jato não é um programa de governo, mas de Estado, e que vai "conhecer e conversar" com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello, antes de fazer possíveis mudanças na corporação.
Questionado se descartaria a troca na PF, o ministro pensou por alguns segundos e disse que "o mundo não é maniqueísta".
Segundo o ministro, uma eventual troca no comando da PF não significaria um freio à Lava Jato, que investiga o presidente Michel Temer (PMDB) e oito de seus ministros; e que o tempo de permanência de Daiello à frente da instituição não será levado em conta como critério para substitui-lo. O diretor-geral comanda a PF desde 2011.
"A Lava Jato é um programa de Estado, não é coisa de governo, nem do Ministério Público", disse o ministro. "O Brasil é institucional, não é personalista. Seja quem for, na Operação Lava Jato, na Polícia Federal, no Ministério Público Federal, o programa continuará. Ele não depende de pessoas", completou.
O novo ministro afirmou que, nesta sexta-feira, viajará com Daiello para Porto Alegre, para a posse do novo superintendente da PF, a convite do diretor-geral. "São quatro horas ida e volta. Vai dar para conversar", disse.
Ainda de acordo com Jardim, seu método é conhecer a instituição antes de fazer mudanças, o que pode levar "dois meses" ou mais.
Sob notícias de que foi nomeado para o Ministério da Justiça para que o governo Temer tivesse mais controle sobre a PF e, consequentemente sobre a Lava Jato, o novo ministro disse que, "em nenhum momento", afirmou ter qualquer intenção de "blindar" a operação.
O novo ministro negou as informações de que sua nomeação influenciará na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que julgará, a partir de 6 de junho, a ação que pode resultar na cassação da chapa Dilma Rousseff (PT)-Michel Temer.
De acordo com o ministro, se ele tivesse tanto "prestígio" diante dos tribunais superior, voltaria para a advocacia e não assumiria o Ministério da Justiça.
"Se fosse para fazer alguma coisa nas sombras, eu continuava na Transparência", disse, antes de ser convidado por Temer para substituir Osmar Serraglio na Justiça.
 

Delegado da PF que abriu inquérito sobre a morte de Teori é assassinado

Dois delegados da Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro morreram em Florianópolis (SC), na madrugada desta quarta-feira. Elias Escobar, de 60 anos, e Adriano Antônio Soares, de 46, estavam na cidade para um curso da instituição.
De acordo com a PF, um desentendimento entre os policiais e o empresário Nilton César Souza Júnior, de 36 anos, deu início a uma troca de tiros, e os dois morreram baleados. Júnior está internado na UTI de um hospital da região.
Adriano Antonio Soares era delegado-chefe da Polícia Federal em Angra dos Reis desde 2009. Em janeiro, ele abriu o inquérito sobre o acidente aéreo que causou a morte do ministro Teori Zavascki, então relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, Soares decretou o sigilo da apuração.
Já Elias Escobar havia trabalhado em Volta Redonda, no interior do estado, por dois anos. "Estamos ouvindo testemunhas para entender as circunstâncias. Houve um desentendimento entre os três, um empresário da cidade foi hospitalizado. Eles não se conheciam. Estavam em uma casa de encontro e a discussão descambou para confronto", explicou o delegado Ênio de Oliveira Matos, titular da Divisão de Homicídios de Florianópolis.
Em nota, a PF lamentou a morte dos agentes, mas salientou que a causa foi "uma troca de tiros em um estabelecimento na capital catarinense". O inquérito sobre a morte de Teori está em Brasília.

Serraglio diz que Temer sofreu pressões de 'trôpegos'

Em carta de despedida endereçada ao presidente Michel Temer (PMDB), o ex-ministro da Justiça e deputado licenciado Osmar Serraglio (PMDB-PR) faz um balanço de seus poucos meses de gestão na pasta e diz que Temer sofreu pressões de "trôpegos estrategistas". Em uma mensagem de seis páginas, o peemedebista faz agradecimentos e diz que atuou para apaziguar os conflitos no campo, criando mutirões para demarcação de terras indígenas.
"Não posso concluir esta quadra de minha história sem agradecer ao presidente Michel Temer, pela confiança que em mim depositou, porque sei das pressões que sofreu de trôpegos estrategistas", diz Serraglio. O deputado agradece também ao ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), "que sempre me apoiou, compreendendo as dificuldades em que eu navegava", ao PMDB, do líder Baleia Rossi (SP), às Frentes Parlamentares da Agropecuária e do Cooperativismo, "aos quais, fico sinceramente sentido, por pouco ter sido possível concretizar em tão breve tempo". "Tínhamos muitas esperanças", acrescenta.
Serraglio não foi à posse de seu sucessor, Torquato Jardim, mas disse esperar que as "boas sementes" que plantou no ministério "se converterão em árvores frondosas, sob o comando do nosso novo ministro Torquato Jardim".
Na "carta-balanço", o peemedebista destaca que teve uma passagem "muito breve", mas "feliz", no Ministério da Justiça. Em sua versão, o deputado licenciado diz que praticou a descentralização e que valorizou a base de apoio do governo "num momento crucial de apoio às reformas do presidente Temer".
O peemedebista conta que trabalhava das 8h até o início da madrugada, enumera as audiências realizadas e os encontros políticos, e destaca que recebeu "inúmeros caciques indígenas". "Enquanto se dizia que não recebia índios, eles eram presença constante em meu gabinete", aponta.
No documento, o ex-ministro rechaça a afirmação de que esteve ausente nos momentos mais turbulentos da segurança pública. "Enquanto eu estaria ausente da última manifestação na Esplanada, não arredei um centímetro do Palácio da Justiça, acompanhando os trabalhos comandados pelo general Santos Cruz e as ações da Força Nacional", escreveu. "Na invasão do ministério, ali estava presente, colaborando para o sucesso de suas reformas", emendou.
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