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Porto Alegre, terça-feira, 23 de maio de 2017. Atualizado às 22h49.

Jornal do Comércio

Política

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Senado

Notícia da edição impressa de 24/05/2017. Alterada em 23/05 às 20h47min

Renan defende renúncia de Temer e diz que teria demitido Meirelles

O líder do partido do governo no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB) durante a audiência pública que discutiu a reforma trabalhista. Ele ainda criticou a postura do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de passar ao mercado o recado de que, mesmo sem Temer no poder, as reformas iriam avançar. Segundo Renan, ele teria demitido Meirelles por conta dessa atitude.
O senador defendeu que a reforma seja adiada para que as discussões sejam ampliadas: "Ele saiu do seu gabinete para dizer que, com Michel ou sem Michel, iria tocar essas reformas. Não comporta essa ingênua declaração, que é posta contra o interesse nacional. É muito importante que discutamos mais essa matéria. Ler essa matéria hoje colocando goela abaixo para que o Legislativo mostre que o Executivo não está paralisado, isso não pode acontecer".
Renan disse ainda que é irresponsabilidade pedir o impeachment do presidente, porque isso geraria um desgaste muito grande ao País. Ele criticou o apoio da OAB ao impeachment.
"O impeachment da ex-presidente demorou quase dois anos. Digo isso com a experiência de quem esteve à frente da condução do processo. Defender impeachment nessa hora é dizer, em outras palavras, que não aprendeu nada com os últimos meses e anos no Brasil."
Ele repetiu reiteradas vezes que o governo não tem clima político para votar a reforma rapidamente, como deseja. Para Renan, o texto é unilateral e atende apenas a empresários. Para ele, é necessário mexer na reforma e incluir, por exemplo, a taxação à transferência de dividendos. Ele afirmou que a reforma deve ser feita para a sociedade, e não "para Michel ou Meirelles".
"O presidente Michel Temer precisa ter compreensão do momento histórico que estamos vivendo, mas é inadmissível que um governo com essa rejeição queira fazer uma reforma unilateral."
 
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