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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de maio de 2017. Atualizado às 00h22.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 11/05/2017. Alterada em 11/05 às 00h04min

Depoimento de Lula a Moro dura cinco horas

Gravações da audiência de Lula foram liberadas após depoimento

Gravações da audiência de Lula foram liberadas após depoimento


MPF/REPRODUÇÃO/JC
Após quase cinco horas de duração, o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao juiz Sérgio Moro terminou por volta das 19h de ontem. O petista chegou à sede da Justiça Federal, onde a audiência estava marcada para as 14h, por volta das 13h45min. Usando uma gravata com as cores da bandeira do Brasil, ele acenou para apoiadores.
O ex-presidente entrou no prédio da Justiça Federal acompanhado de seu advogado Cristiano Zanin. Manifestantes favoráveis e políticos aliados acompanharam Lula até o prédio. Entre os aliados que foram até Curitiba para apoiá-lo estava a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O interrogatório começou por volta das 14h15min.
A audiência, fechada, não teve nenhum tipo de transmissão ao vivo - depois, as imagens foram liberadas. Sérgio Moro proibiu até a entrada de celulares na sala da audiência para evitar a divulgação do conteúdo do depoimento. Ninguém pôde entrar no prédio, além dos participantes da audiência e da Polícia Federal. O expediente foi suspenso.
Lula respondeu a perguntas de Moro, da assistência de acusação, de procuradores do Ministério Público Federal e fez as alegações finais. Nesse processo, o ex-presidente é acusado de receber propina da empreiteira OAS em troca de benefícios à empresa na Petrobras nos governos petistas.
O dinheiro teria sido repassado em reformas de um apartamento triplex no Guarujá, litoral de São Paulo, e de um sítio em Atibaia, no interior paulista. As perguntas trataram da posse e das reformas no apartamento triplex do Condomínio Solaris, cuja propriedade a força-tarefa da Lava Jato atribui a ele. Lula nega.
A denúncia do Ministério Público Federal sustenta que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio - de um valor de R$ 87 milhões de corrupção - da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012. Além dos imóveis em Atibaia e no Guarujá, as acusações citam o armazenamento de bens do acervo presidencial, mantido pela Granero de 2011 a 2016. O petista é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção.
O depoimento ocorreu sob forte esquema de segurança na área externa do prédio. Cerca de 3 mil profissionais de segurança pública das esferas federal, estadual e municipal foram mobilizados. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, desse total, cerca de 1,7 mil são policiais militares que atuam em Curitiba.
Durante todo o dia, centenas de policiais militares fizeram um bloqueio em um perímetro de 150 metros ao redor prédio da Justiça Federal. Agentes da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal cuidaram do isolamento do próprio prédio. Os profissionais também acompanharam os atos a favor e contrários a Lula e fizeram a escolta do carro do ex-presidente.
Manifestantes contra e a favor de Lula realizaram atos em pontos diferentes da capital paranaense. De acordo com o governo estadual, cerca de 7 mil manifestantes que apoiam Lula foram para Curitiba para acompanhar o interrogatório. Ao todo, foram 128 ônibus vindos de vários estados do país. Grupos contrários também foram para a cidade, mas a Polícia Militar informou que não recebeu notificações de ônibus fretados.
Os apoiadores da Lava Jato se reuniram em frente ao Museu Oscar Niemeyer, no Centro Cívico, em Curitiba, e exibiram um Pixuleco, nome dado ao boneco inflável com 20 metros de altura no formato do ex-presidente em uma roupa de presidiário era erguido. Cerca de 200 manifestantes participaram do protesto.
Depois do depoimento, Lula participou de ato público e discursou aos seus apoiadores.
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