Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 04 de maio de 2017. Atualizado às 22h36.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Câmara de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 05/05/2017. Alterada em 04/05 às 21h54min

Demissão de Krieger repercute no Legislativo

Kevin Krieger deixará governo Nelson Marchezan

Kevin Krieger deixará governo Nelson Marchezan


MARCELO G. RIBEIRO/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Carlos Villela, especial para o JC
Era esperado que os projetos que compõem o chamado pacote de reestruturação administrativa enviados pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) chegassem, nesta quinta-feira, na Câmara Municipal de Porto Alegre, o que não aconteceu e acabou dando mais espaço para a repercussão do pedido de demissão do secretário de Relações Institucionais, Kevin Krieger (PP), que foi oficializado pela manhã. De acordo com interlocutores, a relação de Krieger e Marchezan vinha se estremecendo e chegou a culminar em uma discussão acalorada entre os dois esta semana.
Por enquanto oito matérias já ingressaram na Casa, mas os considerados de maior impacto, como a absorção do DEP pelo DMAE e reestruturações internas da Procempa ainda estão por vir. De acordo com o vereador Claudio Janta (SD), líder do governo na Câmara, se estima que grande parte do pacote chegue até segunda-feira na Câmara.
Além de perder um dos seus secretários, Marchezan sofreu uma derrota na Câmara após seu veto ao projeto que cria bolsões de proteção para motocicletas nas ruas com sinaleiras em Porto Alegre, de autoria do presidente da Casa, Cassio Trogildo (PTB), ser derrubado com maioria esmagadora, inclusive com votos da própria base.
A repercussão da saída de Krieger levantou a dúvida sobre quem vai ocupar o cargo de secretário de Relações Institucionais. Diversos nomes foram cogitados nos bastidores, como os do vice-prefeito Gustavo Paim (PP), colega de partido de Krieger, e o dos vereadores Luciano Marcantônio (PTB), Valter Nagelstein (PMDB) e Mauro Pinheiro (Rede). Também se comentou a possibilidade do vereador Matheus Ayres (PP) ser convidado para integrar a administração direta, mas o vereador, mesmo ressaltando que está à disposição do partido, afirmou que não houve algum tipo de contato para isso. Se Ayres se licenciasse, a vaga seria assumida pela suplente Fernanda Jardim (PP), esposa de Krieger.

Bloco independente é dissolvido com saída de vereador que era desafeto do prefeito da Capital

Wambert articulava grupo
Wambert articulava grupo
EDERSON NUNES/CMPA/JC
A saída de Kevin Krieger (PP) da Secretaria de Relações Institucionais não foi o único baque na política municipal nesta quinta-feira, pois o bloco independente composto por vereadores do PMDB, PDT, PR e Pros teve a dissolução encaminhada antes da pauta do dia na Câmara Municipal.
O motivo do fim do bloco alcunhado "Todos por Porto Alegre" é porque o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) conseguiu aumentar sua base dentro do Legislativo após consolidar aliança com o vereador Wambert Di Lorenzo (Pros).
Essa reaproximação de dois antigos inimigos políticos modifica a relação conflituosa que mantinham desde 2012, quando Wambert, com o apoio da ex-governadora Yeda Crusius (PSDB), derrotou Marchezan em convenção do partido para escolher o candidato a prefeito, numa eleição interna marcada por troca de farpas e culminando na recusa de Marchezan em tomar parte na campanha de Wambert.
O vereador disse que, depois do desgaste da convenção, ele buscou reaproximação com Marchezan, mas só agora conseguiu isso. "Eu até comentei com ele que finalmente temos uma boa relação, e justamente agora quando estamos em partidos diferentes", disse Wambert, que também notou a peculiaridade desta quinta-feira ter sido seu primeiro dia de votação como integrante da base e ter sido um dos 30 parlamentares que derrubaram o veto do Executivo ao projeto de criação de bolsões para motocicletas nas faixas de trânsito. Entretanto, Wambert disse que isso não representaria uma rusga na nova relação entre os dois.
O vereador Idenir Cecchim (PMDB), líder do partido que compunha metade do bloco, diz que tomou a iniciativa de encaminhar a dissolução do grupo após Wambert ingressar na base de Marchezan, de modo que se evitasse "constrangimentos".
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia