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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de maio de 2017. Atualizado às 22h44.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Notícia da edição impressa de 02/05/2017. Alterada em 01/05 às 21h30min

Odebrecht é quarto poder, afirma Mônica Moura

A empresária Monica Moura

A empresária Monica Moura


AFP/JC
Em depoimento sigiloso à Justiça Eleitoral, a empresária Mônica Moura definiu a Odebrecht como um "quarto poder" que expandiu sua atuação para todas as áreas no Brasil e pagou "todo mundo". Segundo a delatora, a empreiteira assumiu totalmente o caixa-2 do marketing político da campanha de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República em 2014.
Mônica tratava de questões financeiras e operacionais da campanha, enquanto o marqueteiro João Santana, seu marido, cuidava da parte criativa. Os dois prestaram depoimento na segunda-feira passada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) no âmbito da ação que apura se a chapa de Dilma e Michel Temer (PMDB) cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014.
Relator da ação, o ministro Herman Benjamin viajou a Salvador para acompanhar o depoimento e questionou Mônica se a Odebrecht era uma espécie de "banco informal".
"Quarto poder", respondeu Mônica a Benjamin. "Vendo hoje o que eu vejo, meio assustada pela amplitude e com a dimensão da coisa que a gente vê aqui, eles pagaram todo mundo. Vejo a Odebrecht como um quarto poder da República, porque eles praticamente estavam em todas as áreas", completou.
Mônica afirmou que chegou a pensar que ela e o marido eram os únicos que recebiam recursos não contabilizados da empreiteira. "Eu não imaginava que eles pagavam deputado, que eles pagavam campanha de todo mundo. Não sabia. Não tinha nem a mais pífia ideia", disse.
Procurada, a Odebrecht informou que "já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um acordo de leniência com as autoridades brasileira, suíças, americanas e da República Dominicana, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas".
Para Mônica Moura, houve uso de caixa-2 em campanhas eleitorais do ano passado, mesmo com o avanço da Lava Jato e a proibição de doações de empresas. "O senhor imagina que agora, em 2016, não teve caixa-2?", disse a Benjamin. "É obvio que teve. Mesmo com as medidas tomadas, com um monte de gente presa, houve sim caixa-2, porque não tem como fazer, não existe a possibilidade", declarou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 

Eike Batista pagou R$ 5 milhões para chapa de Fernando Haddad de 2012, relata Mônica

O empresário Eike Batista pagou uma dívida de R$ 5 milhões da campanha de 2012 de Fernando Haddad (PT) à prefeitura de São Paulo, disse a empresária Mônica Moura em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Mônica, coube ao então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, resolver o impasse do pagamento.
"Sempre tinha uma dívida que rolava. Isso era absolutamente natural, absolutamente normal. Tinha vezes que a gente fazia tantas campanhas que as dívidas se misturavam", disse a empresária, uma das testemunhas ouvidas pela Justiça Eleitoral no âmbito da ação que apura se a chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014. Durante o depoimento, a empresária foi questionada sobre depósitos feitos em uma conta na Suíça mantida por João Santana, seu marido. "Às vezes, o próprio PT não sabia mais o que estava pagando. Se era 2010, se era 2012, se era Patrus (Patrus Ananias, hoje deputado federal), se era Haddad, era uma confusão de dívidas, e essa dívida também ficou para o ano seguinte, só que essa em 2013 já também o Vaccari me chama e resolve através do Eike", contou a delatora.
O pagamento no exterior teria sido acertado diretamente com o executivo Flávio Godinho, homem de confiança de Eike Batista. Fez-se então um contrato de trabalho de três páginas, "bem simplesinho", segundo Mônica.
"Essa história é engraçada. Esse trabalho existiu, no fim das contas, porque o João fez um trabalho primoroso de pesquisa e contextualização de uma empresa que o Eike queria montar na Venezuela, em Angola, ligada a petróleo e energia", detalhou Mônica.
Domingo, Eike Batista deixou por volta de 9h25min a Penitenciária Bandeira Stampa (Bangu 9), no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona Oeste do Rio de Janeiro, após o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes determinar sua libertação. Eike, que ficou três meses detido em Bangu, ficará em prisão domiciliar na mansão em que mora no Jardim Botânico, zona Sul do Rio de Janeiro.
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