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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de junho de 2017. Atualizado às 00h48.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 01/06/2017. Alterada em 31/05 às 19h31min

Plano Diretor para repensar a cidade

Joaquim Haas
Qual é, afinal, a cidade que queremos? Esse é o ponto de partida para uma reflexão sobre o Plano Diretor, que direciona o desenvolvimento urbano.
O preço de uma expansão não planejada é pago todos os dias em horas de trânsito para fazer o percurso da casa para o trabalho, resultado da falta de incentivo para realização das mesmas atividades a pé pela péssima qualidade dos passeios. Há quem conviva com alagamentos, pela falta de drenagem, e com a insegurança gerada pela inexistência de incentivos ao pequeno comércio e serviços de bairro, que carregam potencial de promover o convívio intenso entre pessoas e que elas se sintam mais seguras. Pensar na qualificação da cidade a partir do uso misto dos bairros e, a partir de novas construções ou da revitalização daquilo que já existe, responder às cinco funções urbanas principais: morar, se locomover, produzir, comprar e se divertir. Há um movimento de solução arquitetônica neste sentido: cidade inteligente com espaços construídos de uso misto em um mesmo local. Para o uso misto funcionar, a combinação das finalidades deve conversar com a vocação e ambiência da região. Prédios mistos contribuem para um movimento maior que é dos bairros mistos e, portanto, diversos. E isso é enriquecedor para a economia e para a qualidade de vida das pessoas. Pergunte-se: o que temos ao nível dos nossos olhos em Porto Alegre? Respondo: o rio Guaíba.
E, junto dele, toda a sua carga de identidade urbana, turismo e, acima de tudo, cidadania. É preciso entender as necessidades da população para soluções que tragam qualidade de vida às cidades. Investir em projetos de uso misto é possibilitar um novo espaço público. As pessoas precisam voltar a caminhar, circular sem barreiras, sem muros, acessar e utilizar equipamentos urbanos. Esse deve ser o critério ao analisar propostas com potencial transformador, como Cais Mauá ou orla do Guaíba. Todo o espaço aberto ou construído deve beneficiar as pessoas e o entorno em que está inserido. Será que nos últimos anos estamos usando a fórmula certa?
Arquiteto e urbanista, presidente do CAU/RS
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