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Porto Alegre, terça-feira, 09 de maio de 2017. Atualizado às 22h32.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 10/05/2017. Alterada em 09/05 às 20h15min

Sem educação, não há solução

Gilberto Jasper
O trânsito é uma coleção de insanidades que desafia a psiquiatria. Mesmo diante de estatísticas que apontam o luto de inúmeras famílias todos os dias, no feriadão de Tiradentes, a Polícia Rodoviária Federal flagrou, na freeway, um Focus a 182 km/h. Qual a explicação?
O vandalismo - e a pichação - foi elevado à condição de "arte" e "manifestação de protesto", em vez de "crime". Prédios públicos e privados, monumentos, placas de trânsito, veículos e tudo que estiver ao alcance não escapa à sina dos marginais. Os gastos com a limpeza e recuperação seriam importantes para contratar professores, brigadianos e funcionários para postos de saúde.
O desemprego de mais de 14 milhões de pessoas tem muito a ver com a carência de mão de obra qualificada. Ouço depoimentos surpreendentes de empresários que promovem cursos gratuitos que são suspensos por falta de interessados. Isso acontece nos mais diversos segmentos do mercado. Doenças extintas retornam com força total, fazendo milhares de vítimas, quase sempre junto às camadas mais pobres, por falta de hábitos saudáveis.
Inúmeros governos - municipais, estaduais e até federal - são apontados por órgãos de controle por descumprimento de preceitos legais que preveem percentuais fixos a serem investidos em saneamento. Todos esses problemas - que parecem eternos - têm em sua raiz o descaso com a educação. Enquanto professores forem remunerados de forma ofensiva, prédios forem relegados ao abandono e os avanços da informática e tecnologia forem exceção nas escolas, conviveremos com o caos.
Esta irresponsabilidade histórica determina o comprometimento de várias gerações com reflexos no dia a dia que impedem a melhor qualidade de milhões de pessoas. A história mostra que educação é prioridade apenas no horário eleitoral. Nós, eleitores, devemos ser mais criteriosos na escolha de nossos representantes. E, depois de eleitos, sequer são alvo de fiscalização dos atos que perpetram em nosso nome. Tudo isso leva ao esfacelamento social, em que os mais necessitados estão distantes das melhorias urgentes. Sem educação, não há solução.
Jornalista
 
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