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Porto Alegre, segunda-feira, 15 de maio de 2017. Atualizado às 23h26.

Jornal do Comércio

Internacional

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Síria

Notícia da edição impressa de 16/05/2017. Alterada em 15/05 às 20h43min

Assad teria usado crematório para ocultar massacres

O governo dos Estados Unidos acusou ontem o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, de ter instalado um crematório na prisão de Saydnaya para destruir corpos de detentos mortos nos últimos anos "deixando pouca evidência".
"A partir de 2013, o regime sírio modificou um edifício no complexo de Saydnaya para o que acreditamos ser um crematório", declarou Stuart Jones, subsecretário interino do Departamento de Estado para o Oriente Médio. "Apesar de muitas atrocidades cometidas pelo regime já terem sido documentadas, acreditamos que a construção de um crematório é um esforço para encobrir a extensão dos massacres em Saydnaya", completou.
Jones também apresentou a jornalistas imagens de satélite que aparentemente mostram neve derretida no teto dessas instalações, o que evidenciaria o uso de fornos no local. As supostas violações de direitos humanos na prisão de Saydnaya, localizada a 30 quilômetros ao norte de Damasco, vieram à tona em fevereiro, após a Anistia Internacional divulgar um relatório acusando o regime sírio de ter enforcado até 13 mil dissidentes no local.
Na época, Assad rejeitou a denúncia, dizendo que o relatório da Anistia Internacional é "completamente falso". O regime sírio ainda não comentou as acusações sobre o uso do crematório feitas pelos EUA.
 
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